Voce se encaminha para entrar no onibus urbano e então o fiscal barra seu caminho, perguntando se voce tem carteira de motorista de onibus, voce, atônito, responde que não e então é impedido de entrar, sob a alegação de que não tendo carteira não pode viajar de onibus, voce olha o motorista e pergunta se ele tem, e ele te responde que não, mas que para dirigir não precisa disso.
Essa é a lógica que impera no país quando para se candidatar a um emprego publico voce tem que provar que está em dia em um monte de coisas e ainda tem que fazer concurso e provar que é capaz profissionalmente. Entretanto, quem pretenda a funçao de chefe de funcionários publicos, de dirigente, não precisa provar quase nada, não precisa fazer curso, nem prova. Para ser ministro, secretário, prefeito, deputado, ou mesmo presidente da republica, não é preciso de curso e nem de provas.
Conclusão: saber dirigir um carro é mais importante para o país que saber administrar pessoas e recursos publicos.
O Tiririca foi eleito com mais de 1,3 milhões de votos, entretanto, só depois de eleito é que ele está sendo posto a prova, porque alegam que ele não é alfabetizado. Deveriam ter visto isto antes, quando ele entrou para um partido e se fez candidato.
O Supremo Tribunal Eleitoral poderá impugnar a eleição de vários candidatos, baseado na Lei da Ficha Limpa - oras, isso não deveria ter sido visto antes?
Muitas pessoas estão indignadas com a eleição de figuras como Tiririca e Romário, nas duas maiores capitais do país. Pois é, no Rio e em São Paulo não pode.
O povo sabe escolher seus representantes, o povo é bombardeado todos os dias com a valorização dos imbecis, enquanto que os politicos diplomados esbanjam incompetencia, má vontade e corrupção. Os que veneram bbbs e bundas falantes, craques do futebol e apresentadores de TV ou rádio, estão votando neles, eles são seus representantes, é justo. Se há um culpado nisto, eles são os donos e programadores das midias brasileiras!
O mesmo se pode dizer a respeito da ascensão dos fanáticos religiosos, notadamente os católicos e os evangélicos, isso porque há anos estamos dando espaço para os fanáticos se impurem, porque uma boa medicina é sonegada ao povo, porque uma educação sábia e acessível é sonegada ao povo, porque a ciencia se nega a falar ao povo, porque a angustia cresceu e não encontrou cura pelos homens que se consideram cultos.
O sistema eleitoral repercute tudo isso, o problema está nele? Sim, mas ainda mais na propria sociedade, mais ainda nas pessoas que poderiam mudar o cenário.
Quem sou eu
- Salvador
- Atrás sempre de um ponto de equilibrio e do desenvolvimente responsavel
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4.10.10
24.8.10
Da Dificuldade de se Mudar o Brasil
Não são poucos os brasileiros que esboçam ideias de mudança no país, sejam mudanças setoriais ou pontuais, sejam mudanças de alcance maior, nacional. Outros saem do campo das ideias e vão para a ação, como no caso da Ficha Limpa.
Mas, as mudanças, quando ocorrem, vem a passos de tartaruga e pontuais, podendo ser neutralizadas pelos malfeitores, uma questão de tempo.
A Ficha Limpa, p.ex., é uma boa ideia, mas está a mercê daqueles politicos mais astutos e precavidos, que podem desarmar as denuncias quando chegam no Ministerio Publico, ou numa delegacia, ou num orgão de fiscalização, por suas relações de amizade e interesse. Se prestarmos atenção, p.ex., na Maçonaria, veremos ali como politicos, juizes, promotores, jornalistas, advogados, empresarios, se relacionam e troca ajudas. É só uma hipótese. A denuncia que caia em mãos erradas será calada, perdida nos meandros burocraticos ou guardada numa gaveta, para ocasião oportuna - como acontece frequentemente com a imprensa, com certas denuncias que a ela chegam.
Os politicos manjados não têm como escapar, o Ficha Limpa é realmente um transtorno para eles, digam o Srs. Roriz e Maluf, mas, estou esperando o mecanismo pegar o Cesar Maia, do RJ.
Os projetos de leis revolucionarias têm de passar pelo crivo dos parlamentares, de seus partidos, não havendo pressão popular, caem no esquecimento, havendo são empurradas, a espera do esfriamento de animos, para ser engavetada; não havendo esfriamento, anda-se com os projetos, tramando-se a ocasião para altera-los conforme a conveniencia. Não havendo ocasião, o projeto passa - ufa! - mas ele pode sair mutilado, desvirtuado, fora isso, temos a via crucis, o da aplicação.
E aí temos outros problemas: o Estado desaparelhado para a aplicação da Lei, fiscais de menos, boa parte incompetente, chefias de mais, também boa parte incompetente e oportunista, falta de recurso materiais, excesso de demandas, interferencia politica... Isso para as leis que passam.
A democracia é um exercicio árduo mesmo, uma maratona com obstáculos e manés querendo nos agarrar e nos jogar no chão. Por isso, antecendendo qualquer projeto de lei tem que haver uma ampla reflexão e um bom comprometimento de muitos com a causa. Hoje, esse comprometimento passa pelos abaixo assinados online, que, acredito, um dia perderão o respeito.
Por fim, me preocupa o papel da imprensa ou da grande midia, que continua limitando-se a tratar as questões com superficialidade e tendenciosidade, quando não se omite, como no caso da democratização dos midias.
Mas, as mudanças, quando ocorrem, vem a passos de tartaruga e pontuais, podendo ser neutralizadas pelos malfeitores, uma questão de tempo.
A Ficha Limpa, p.ex., é uma boa ideia, mas está a mercê daqueles politicos mais astutos e precavidos, que podem desarmar as denuncias quando chegam no Ministerio Publico, ou numa delegacia, ou num orgão de fiscalização, por suas relações de amizade e interesse. Se prestarmos atenção, p.ex., na Maçonaria, veremos ali como politicos, juizes, promotores, jornalistas, advogados, empresarios, se relacionam e troca ajudas. É só uma hipótese. A denuncia que caia em mãos erradas será calada, perdida nos meandros burocraticos ou guardada numa gaveta, para ocasião oportuna - como acontece frequentemente com a imprensa, com certas denuncias que a ela chegam.
Os politicos manjados não têm como escapar, o Ficha Limpa é realmente um transtorno para eles, digam o Srs. Roriz e Maluf, mas, estou esperando o mecanismo pegar o Cesar Maia, do RJ.
Os projetos de leis revolucionarias têm de passar pelo crivo dos parlamentares, de seus partidos, não havendo pressão popular, caem no esquecimento, havendo são empurradas, a espera do esfriamento de animos, para ser engavetada; não havendo esfriamento, anda-se com os projetos, tramando-se a ocasião para altera-los conforme a conveniencia. Não havendo ocasião, o projeto passa - ufa! - mas ele pode sair mutilado, desvirtuado, fora isso, temos a via crucis, o da aplicação.
E aí temos outros problemas: o Estado desaparelhado para a aplicação da Lei, fiscais de menos, boa parte incompetente, chefias de mais, também boa parte incompetente e oportunista, falta de recurso materiais, excesso de demandas, interferencia politica... Isso para as leis que passam.
A democracia é um exercicio árduo mesmo, uma maratona com obstáculos e manés querendo nos agarrar e nos jogar no chão. Por isso, antecendendo qualquer projeto de lei tem que haver uma ampla reflexão e um bom comprometimento de muitos com a causa. Hoje, esse comprometimento passa pelos abaixo assinados online, que, acredito, um dia perderão o respeito.
Por fim, me preocupa o papel da imprensa ou da grande midia, que continua limitando-se a tratar as questões com superficialidade e tendenciosidade, quando não se omite, como no caso da democratização dos midias.
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