O movimento da Globo e demais midias do país, de "combate a corrupção e apoio a faxina de Dilma", vem recebendo espaço lá fora, por meio do jornal El País, que chegou mesmo a dizer que a midia brasileira age como paladina contra a corrupção. El País é um jornal espanhol, do tipo do Globo, logo, envolvido até o talo com o grande capital daquele país - por favor, não estou fazendo discurso vermelho.
Manter Dilma no comando do "gigante" é crucial para o retorno dos investimentos estrangeiros no Brasil - a ordem a qualquer custo, ordem amiga do dinheiro dos grandes investidores, que resultam de qualquer modo em empregos e receitas, mas com custos sociais e ambientais, fora os politicos, incalculáveis também.
E o investimento espanhol? Leia isto:
"Desde que em 1995 se produziu a explosão do processo privatizador brasileiro as grandes companhias espanholas começaram a tomar posições no país e como consequência disto, Espanha foi o primeiro investidor estrangeiro no Brasil em 1998, com 22% do volume total de investimentos e no ano 2000, com um montante de US$6 bi e quase 29% do total dos Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil. Com as incertezas das eleições de 2002 o volume de investimento espanhol no país se reduziu drásticamente. Nos anos 2003, 2004 e 2005 o IED espanhol no Brasil foi de US$ 710 mi, US$ 1,05 bi e US$ 1,22 bi respectivamente. En 2006, o IED espanhol no Brasil foi de US$ 1,5 bi, 6,8% do total, atrás somente dos Estados Unidos e dos Países Baixos. O estoque de IED acumulado da Espanha no Brasil é de US$ 35 bilhões, o segundo volume acumulado depois somente do Estados Unidos."
Fazem parte do rol de empresas várias com uma montanha de queixas de consumidores brasileiros, agora chamados a apoiar Dilma: a CEG (RJ) e a Telefonica (SP), fora outras, como a que gerencia hoje rodovias.
É importante então ligar a adesão e o elogio rasgado de El País, jornal similar ao O Globo, Estadão e Folha, ao movimento de combate a corrupção, a importancia do capital de grandes empresas espanholas no Brasil.
Quem sou eu
- Salvador
- Atrás sempre de um ponto de equilibrio e do desenvolvimente responsavel
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26.8.11
Espanhois apoiam Dilma
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17.6.10
Obrigado Imprensa
O jornal O Globo de 13/06, domingo, em seu caderno especial do bairro da Barra da Tijuca, exibiu materia sobre a vida na Ilha da Gigoia, tratada como um pequeno paraiso ilhéu encravado no cada vez mais populoso e agitado bairro beira-mar carioca. Ali tem restaurantes, mercado, ong ambientalista, pousada, etc. Todos falam da beleza do lugar, da tranquilidade, da preservação ambiental. Que lindo.
Acontece que a ocupação na Ilha da Gigóia e nas outras a seu redor são ilegais. Acontece que todas as ocupações ali contribuem com esgoto in natura para a poluição da laguna.
As ilhas nasceram de obras de dragagem daquele trecho da Laguna da Tijuca, que formaram bancos de areia pequenos, nos anos 1960-70, que foram inicialmente ocupados por pescadores e depois por pessoas com autorização da Marinha ou da Superintendencia de Patrimonio da União - porque são ilhas criadas em águas de laguna, logo, pertencentes e sob gerenciamento da União.
Os anos se passaram e sem qualquer tipo de fiscalização - é o que dá pra entender - as ocupações foram sendo ampliadas, mediante aterros e corte de manguezal. O unico lugar que preservou alguma coisa proxima do antigo cenário original foi a ilha ocupada pelo Clube Marina. O que surgiu em Gigóia foi uma favela classe media, acessada por barco. Essa favela classe media disseminou mau exemplo para o Itanhangá, já no continente e a beira da laguna, cujas margens estão tomadas por favela de rico (loteamento e condominio irregular) e de pobre.
Por Lei 37 de 1977, a Prefeitura do Rio destinou as ilhas das lagoas da Baixada de Jacarepaguá a atividades de lazer, não de moradia e nem de comercio, cabendo a Prefeitura conceder ou não as autorizações para tais usos recreativos. Em 1978, a Lei 68 institiuiu a area de preservação ecologica na Ilha da Coroa. Por outro lado, sempre coube, como dissemos, a União, disciplinar o uso e ocupação daquelas frações de terra. O que temos hoje?
O mais curioso é saber que, no meio daquela ocupação que viola leis, leis ambientais inclusive, existe uma ONG que se diz preocupada com o meio ambiente na região.
A situação nas ilhas e a conduta da imprensa não difere de tantos outros casos em que a imprensa, longe de atuar como sustentadora da Lei, mesmo que de leis burras, atua como legitimadora dos que violam as leis, tratados em materias jornalisticas como empreendedores de visão, socialmente responsaveis, ambientalmente corretos, politicamente justos, bla bla blá.
O que fica como exemplo é isso: violar a Lei no Brasil é vantajoso, bobo é quem a respeita, pois perde oportunidades valiosas. O abusado não apenas se beneficia de seu abuso e da impunidade, mas ainda é enaltecido pela imprensa. Violemos as leis e tenhamos o nosso minuto de fama e de elogio civico.
Acontece que a ocupação na Ilha da Gigóia e nas outras a seu redor são ilegais. Acontece que todas as ocupações ali contribuem com esgoto in natura para a poluição da laguna.
As ilhas nasceram de obras de dragagem daquele trecho da Laguna da Tijuca, que formaram bancos de areia pequenos, nos anos 1960-70, que foram inicialmente ocupados por pescadores e depois por pessoas com autorização da Marinha ou da Superintendencia de Patrimonio da União - porque são ilhas criadas em águas de laguna, logo, pertencentes e sob gerenciamento da União.
Os anos se passaram e sem qualquer tipo de fiscalização - é o que dá pra entender - as ocupações foram sendo ampliadas, mediante aterros e corte de manguezal. O unico lugar que preservou alguma coisa proxima do antigo cenário original foi a ilha ocupada pelo Clube Marina. O que surgiu em Gigóia foi uma favela classe media, acessada por barco. Essa favela classe media disseminou mau exemplo para o Itanhangá, já no continente e a beira da laguna, cujas margens estão tomadas por favela de rico (loteamento e condominio irregular) e de pobre.
Por Lei 37 de 1977, a Prefeitura do Rio destinou as ilhas das lagoas da Baixada de Jacarepaguá a atividades de lazer, não de moradia e nem de comercio, cabendo a Prefeitura conceder ou não as autorizações para tais usos recreativos. Em 1978, a Lei 68 institiuiu a area de preservação ecologica na Ilha da Coroa. Por outro lado, sempre coube, como dissemos, a União, disciplinar o uso e ocupação daquelas frações de terra. O que temos hoje?
O mais curioso é saber que, no meio daquela ocupação que viola leis, leis ambientais inclusive, existe uma ONG que se diz preocupada com o meio ambiente na região.
A situação nas ilhas e a conduta da imprensa não difere de tantos outros casos em que a imprensa, longe de atuar como sustentadora da Lei, mesmo que de leis burras, atua como legitimadora dos que violam as leis, tratados em materias jornalisticas como empreendedores de visão, socialmente responsaveis, ambientalmente corretos, politicamente justos, bla bla blá.
O que fica como exemplo é isso: violar a Lei no Brasil é vantajoso, bobo é quem a respeita, pois perde oportunidades valiosas. O abusado não apenas se beneficia de seu abuso e da impunidade, mas ainda é enaltecido pela imprensa. Violemos as leis e tenhamos o nosso minuto de fama e de elogio civico.
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