Quem sou eu
- Salvador
- Atrás sempre de um ponto de equilibrio e do desenvolvimente responsavel
11.2.10
Minha Posição sobre o Codigo Florestal
2. Se a preservação de frações florestais é de interesse global, por que nós é que temos de pagar o ônus por sua preservação, enquanto europeus (só para dar esse exemplo) não têm restrições como as nossas? Eles têm a obrigação de ajudar no custeio, ou então não encham o saco.
3. Por que uma lei com mais de 40 anos de comprovada ineficácia, porque foi imposta por ditadura, não pode ser reavaliada? Esse residuo da ditadura pode continuar vigorando?
4. Por que no dominio da Mata Atlantica, o bioma mais arruinado, exige-se apenas 20% de preservação do fragmento em cada propriedade? Por que não 100% dele?
O Codigo Florestal estabelece limites genéricos, superficiais, "chutados"; de 1934 a 1965 tivemos décadas para estudar esses limites e dar-lhes embasamento tecnico, não foi feito. De 1965 para cá ocorreu a mesma coisa, ficamos no chute.
Então, o Código Florestal deve ser revisto sim, para que seja resultado do debate dito democratico, da conciliação das partes. Deve ser revisto para se retirar a Reserva Legal e dar fundamentação tecnica as Areas de Preservação Permanente, que devem continuar existindo, mas sem serem chutes. Os fragmentos de interesse publico devem ser desapropriados pelo Estado e/ou mantidos com o privado, mediante uma politica de patrocinio conservacionista - caminho esse que já sendo percorrido há tempos. Concordo com a máxima de que a função social da propriedade é TAMBÉM produzir e que ela não pode estar incompativel com a função de CONSERVAR a qualidade ambiental - conservação do solo, preservação dos aquiferos, etc, e que essa função social não deve estar restrita a propriedade rural.
16.7.09
Ele não é senador, mas suplente, aliás, 2o suplente, um político das antigas, de velhas suplências; suplente não é eleito, este não teve um voto sequer, mas é senador. Este sujeito agora é chefe do conselho de ética (com minúsculas mesmo) do senado (idem), ele vai julgar Sarney e Renan e já deixou claro o que pensa da política e da ética. As semanas que passaram foram marcadas, dentre outras coisas, pelas denuncias retiradas da gaveta contra Sarney, tiradas da gaveta por donos de jornais e partidos políticos, que jogam com as informações e poderes. Sarney é a bola da vez porque é coluna forte de Lula, esse nosso presidente que, por estar metido nesta panela podre desde muito tempo e não só agora, acha que tudo isso não passa de picuinhas.
Enquanto o Sarney é a bola da vez, o Brasil se consolida, mais uma vez, como um mero fornecedor de matérias primas baratas para potencias emergentes e potencias decadentes; a potencia da vez é a China, que em plena crise abocanhou 20% do mercado calçadista brasileiro, surpresos, os empresários promete reagir com inovações e frescuras tecnológicas, ato de extrema burrice, porque o chinês leva no preço e, diante de uma ataque boboca desses o que irá fazer é simplesmente isto: copiar as ditas inovações brasileiras e despejar sapatos inovadores a um terço do preço brasileiro.
Por que somos mais caros que os chineses? Porque eles lá exploram trabalho semi-escravo e não têm os impostos e dificuldades que temos, além disso, são hoje credores dos EUA, façanha que conquistaram com 30 anos de astúcia e determinação. Os nossos impostos, que chegam a dobrar os nossos preços, são para sustentar uma máquina publica corrupta, ineficiente, gastadora, comandada por vagabundos oportunistas, das chefias miúdas (funcionários de carrei...ista) aos políticos que assumem os tronos de estatais, órgãos e fundações. Nossos impostos são para sustentar a farra do Senado, das câmaras municipais, das assembléias estaduais, etc. Além disso, nossos impostos pagam os serviços de dividas impagáveis, internas e externas.
Você está indignado? Vai fazer o quê?
Você vai é esperar a pandemia se agravar e virar holocausto! Como em 1918. Você não vai fazer nada, como não fez na epidemia de dengue 1-2-3, com a próxima sendo a do tipo 4, que já está na Amazônia. Você não vai fazer nada, seja pobre ou rico, mas vai assistir a lenta e perigosa expansão da tuberculose e de super-bactérias criadas nos centros de morte que são os hospitais. Vai continuar assistindo o noticiário policial, show de horrores que geram milhões para TVs, rádios, jornais e apresentadores de rapina.
Ah, você vai fazer algo? Um protesto? Ah, com flores, cartazes e tudo muito pacificamente e rapidinho... Porque tem medo? Porque tem outras coisas pra fazer depois? Vai propor um projeto de lei de reforma política? De segurança? Sim, tem tantos lá debaixo da bunda dos políticos, mais um não será problema... Ah, suas propostas são inovadoras? Que bom, assim eles vão ler e arrumar antídotos legais contra as suas inovações – como já disse um indignado, é como dar o Baygon para as baratas usarem...
Quantas pessoas você acha que estão envolvidas nesta farra que é o comando do país? Quantas pessoas você acha que estão levando o Brasil pro buraco em nome de sua prosperidade individual ou familiar?
Bom, considerando que boa parte das responsabilidades disso está na forma de fazer política, na forma como as questões nacionais estão contaminadas por pervertidas disputas ideológicas e partidárias, então, a gente pode ter uma idéia do exército de pessoas envolvidas nisto: em 2007, segundo a Folha de São Paulo, o PT tinha pouco mais de um milhão de filiados, o PMDB cerca de dois milhões, o PSDB algo perto de um milhão e cem mil filiados, o PP um milhão e trezentos mil, o DEMO quase um milhão, o PPS quase 410 mil, o PV uns duzentos mil e o PR de Edir Macedo e curriola teria algo em torno de 10 mil.
Você dirá que estou exagerando e sendo mal intencionado, ok. Mas, pense que cada partido busca saciar a fome de seus filiados, dando a eles cargos públicos, acesso privilegiado a verbas, a licitações, a proteções legais, a cem mil favores. Se um partido despenca, como o DEMO, parte de seus filiados migram, junto com os políticos preferidos, para o partidão da vez.
Junte a eles outro exército, formado por funcionários públicos safados sem filiação partidiária, por empresários que reclamam mas não sabem viver sem um favorzinho, uma bocadinha, por militares (que também são funcionáros públicos) que adoram um abuso de poder criminoso e por religiosos que vivem a parasitar os poderosos e a dar chancela divina a seus atos infames. Junte aí todo um elenco de profissionais que, pagando, fazem qualquer negócio, e uma tropa de estudantes vadios que adoram facilidades para ter o diploma. Enfim, um exercito colossal de filhos da puta!
O que fazer? A meu ver, lutar contra não dá. Pense na dificuldade para se formar em poucos anos um exército equivalente de pessoas honestas, capazes, determinadas e comprometidas com um projeto, de todas as classes, idades, sexos e raças, para iniciar um processo de conscientização popular, enfrentando as enormes resistências e oposições, rumo a uma campanha política decente, dentro da Lei, gerando candidatos decentes, para serem eleitos com folgada margem de votos, formando maioria nas principais casas de poder do país, para administrarem o país conforme esse projeto, tendo em sua defesa essa massa de pessoas honestas, capazes, determinadas e comprometidas, para assim, e só assim, terem peito, força e firmeza para tomar as decisões em favor da implantação desse projeto (não estamos nem discutindo se ele é bom ou ruim), inclusive, prendendo esse exército de malfeitores e oportunistas?
É mais fácil formar um grupo menor, com esse perfil, e tratar de construir um outro barco, quietinho, para nós, deixa essa gente naufragar neste transatlântico de perversões! É melhor reconhecermos que somos estrangeiros na nossa própria terra e formarmos colônias, para irem crescendo e engolindo o Brasil aos poucos, até empurrarmos essa gente pro mar.
Vai tentar ir pro pau? Você acha mais fácil? Vai fazer o quê, tomar Brasília com meia dúzia de radicais? Aparecerás nos telejornais barbado e babando fúria, após ser preso pelo BOPE ou por algum serviço de elite? Vai virar Tiradentes do século XXI?
Movimento Brasiliano
2.7.09
30.6.09
Que Exu Caveira que nada
Começou a lenta retirada das tropas dos EUA no Iraque, estimadas em mais de 130 mil pessoas, fora a parafernália bélica. O anuncio da retirada foi comemorado pela população iraquiana, inclusive com fogos e contagem regressiva, prova de como os norte-americanos são queridos por honrar seu papel histórico de libertadores...
Os EUA saem devagar para não deixarem transparecer o fracasso retumbante.
Foram seis anos de uma invasão que era para durar semanas; ao longo desse tempo, as forças ocidentais mataram dezenas de milhares de pessoas, muitos civis - alguns dizem que mataram mais gente que a longa tirania de Saddam Hussein. A infra-estrutura do país foi destruída, os poços de petróleo viraram alvo de combates não revelados pela imprensa, envolvendo iraquianos contrários a invasão e mercenários contratados pelas empresas dos EUA e Inglaterra – mercenários apresentados como mocinhos pelos documentários da National Geographic e outras, bancadas por este capital anglo-americano;
Os EUA seis anos atrás surpreenderam os iraquianos, que se julgavam aliados do Tio Sam; Saddam Hussein não era mais útil, os EUA tinham de executar o seu plano de controlar a fantástica jazida de petróleo da região e também os campos de gás da Ásia – daí a guerra contra o Iraque e no Afeganistão. A Arábia Saudita, uma ditadura islâmica sangrenta, já era parceira fiel há anos, agradecida pela impunidade que os EUA deram a ela.
Saddam e seus agentes foram destruídos e o país árabe mais ocidental da região viu-se aberto aos movimentos separatistas e a Revolução Islâmica made in Iran. Ora, se ser aliado dos EUA é viver sob uma ditadura atroz e humilhante, por que não investir nos aiatolás?
Seis anos em que a industria bélica e empreiteiras dos EUA e da Inglaterra fizeram a festa, como o dinheiro do contribuinte de lá. Franceses, alemães, russos e chineses ficaram a ver navios, o Tio Sam lhes tirou o pão da boca – de fato, eles tinham crescente influencia sobre o Iraque. O dinheiro dos Simpsons, do cidadão estadunidense, foi usado pelo seu governo para sustentar o esforço de guerra, enquanto o sistema de saúde e a educação definhavam a olhos vistos. Seis anos em que a mídia dos EUA e da Inglaterra atuaram, como lhes convem, sem pudores, como porta-vozes da tirania dos interesses bilionários envolvidos, semeando suas informações por meio de outras mídias, de outros países, parceiras desse grande negócio que é a informação. Seis anos em que igrejas receberam malas de dinheiro para promoverem Bush como o “justo que ora e age” em favor da civilização cristã.
No Iraque, os ocidentais mataram e morreram. As tropas estadunidenses são formadas basicamente por jovens negros e latinos (como nós). Desse modo, a guerra no Iraque serviu para os EUA se livrarem de uma fração dessa população indesejada, mas vital a vida deles. Quem viu o filme “O Bom Pastor” sabe do que estou falando. Jovens pobres, tolos, idealistas e desesperados, usados como buchas, para, depois de limpa área, entrarem os verdadeiros falcões!
Agora, empresas de petróleo se agitam diante da promessa de um pacote de licitações de exploração do petróleo iraquiano, a ser promovido pelo governo do país pacificado... Será um jogo de cartas marcadas? Será que as empresas dos EUA e da Inglaterra deixarão que as licitações corram sem corrupção e fraude? Parece óbvio que não.
Com demônios deste tipo, quem precisa do Exu Caveira?
26.6.09
Gripe Suina II
1. A gravidade maior da epidemia no Chile e na Argentina pode decorrer do clima severo de inverno nos dois países, além de que Santiago do Chile é a segunda cidade mais poluida das Américas, que se agrava no inverno, e que na Argentina é sabido o farto tabagismo. O frio extremo favorece problemas respiratórios, que se acentuam com o entra e sai de ambientes fechados e aquecidos (lojas, restaurantes, residencias, etc).
2. Roberto Medronho, especialistas da UFRJ diz sobre a necessidade dos testes para detecção do tipo de gripe: "Mas é importante que os testes sejam feitos, porque há antiviral eficiente no combate à suína, mas não ao vírus da gripe comum - explica Medronho" - interessante isso.
3. Informa ainda Medronho: "em breve o critério para distinguir quem está com gripe suína ou gripe comum deixará de ser se fez viagem ao exterior ou se teve contato com quem fez" - dada a semelhança entre as duas.
4. Continuamos sem a colaboração da midia no sentido de informar a situação das pessoas que tiveram gripe.
5. A H1N1 já chegou, a ampliação do numero de doentes e contaminados é uma questão de tempo, o nosso inverno está chegando.
6. A H1N1 pode ser "fichinha" se comparada a outras doenças e patógenos, como o da Meningite, a Dengue, a Tuberculose e as super-bactérias que andam fechando emergencias em alguns hospitais do país.
7. Imunodeprimidos: pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de 2, pessoas sobre tratamento com uso de imunodepressores, gravidas, doentes de AIDS e outras que imunodeprimem, pessoas convalescendo de acidentes, cirurgias e doenças severas, pessoas em depressão, pessoas com o organismo debilitado por noitadas, trabalho excessivo, drogas, fumo, ou mesmo fome e miséria. O tipo genético influi também, como em tantas outras situações, havendo pessoas mais frágeis que outras em termos de saúde pessoal.
25.6.09
Gripe Suina
1. A gripe suina é endêmica da América do Norte. A injustamente chamada Gripe Espanhola nasceu em fazenda de porcos nos EUA. A injustamente chamada Gripe Mexicana nasceu numa fazenda de porcos mexicana, mas de uma grande empresa dos EUA... ela tinha um estoque de Tamiflu, por que será?
2. A H1N1 tem fácil contágio e, até o momento, indice de mortalidade semelhante a da gripe comum, humana.
3. O grande perigo é que, sendo um virus com alta transmissão, se cruzar com o virus da Gripe Aviária Asiática, teremos uma "bomba" biológica. O virus da Gripe Aviára Asiática tem indice de mortalidade de 6 para cada 10 infectados, ou 600 para cada mil, enquanto o H1N1 é de 5 pra mil.
4. O H1N1 está sendo um teste para o aparato montado pela Organização Mundial de Saude, que estava atenta para a disseminação da SARS e da Aviária. Esse aparato compreende protocolos, padrões, de ação.
5. A grande dificuldade de se conter uma doença transmissível como essa H1N1 está na circulação de pessoas entre países e continentes por via aérea, esse é o grande fator de disseminaçaõ e não pobres aves migratórias. Seria possivel conter ou pelo menos retardar bastante, se medidas duras de bloqueio fossem tomadas, mas...
6. Os imunodeprimidos são vulneráveis sim a situações mais graves, mas, como toda doença, ainda mais envolvendo virus, cada tipo genético é mais ou menos vulnerável, ao mesmo tempo, sistemas imunitários (ou imunológicos) mais fortes podem desencadear reações mortais contra o próprio organismo - é o que acontece no caso da Aviária Asiática.
7. A histeria e a hipocondria, que faz pessoas comprarem lotes de remédios que deveriam ter uso controlado, como antibióticos e "antivirus", pode servir para prejudicar pessoas que realmente precisem e, mais grave: favorecer reações e evoluções dos patógenos, ganhando resistencia.
8. A prevenção é feita por meios simples: evitar aglomerações fechadas (ex. Metrô, onibus cheio, salas lotadas, corredores lotados, etc), lavar as mãos antes de tocar nos olhos, bocas e nariz, não espirrar ou tocir livremente, dispensar cumprimentos intimos (beijinhos, apertos de mão, abraços, etc) - enfim, "caretice" e "babaquice".
9. Ponto a considerar: seria interessante contrair logo o H1N1 para adquirir a imunidade a ele e, talvez, ter o corpo preparado para uma variação mais forte?
10. A imprensa não tem buscado entrevistar ex-vitimas da gripe - por que será? Será gosto pela histeria que vende? Ou estão escondendo algo?
11. O Ministério da Saude tem tido um papel até o momento razoável a bom, a preocupação com os imunodeprimidos é extremamente justa e as pessoas deveriam estar tomando medidas pensando não apenas em si mesmas, mas nestas pessoas também.
SE VOCÊ CONHECE ALGUEM QUE JÁ TEVE A GRIPE, PEÇA PARA ELA RELATAR AQUI A EXPERIENCIA. Informando inclusive se tomou "antiviral" ou não.
O Senado
A máxima da Maria Madalena, "quem não tiver pecados atire a primeira pedra" nos leva a clamar pela renuncia coletiva dos senadores, o que seria um primeiro capitulo dramático para uma crise atingindo todo o Legislativo Federal, com um alcance imprevisível. O que não pode é continuar o Senado funcionando como está e seus senadores atuando dessa maneira.
Os bandidos do Senado - e, uma vez tendo realizado crimes, essa definição é apropriada - apostam na impunidade, porque a população está preocupada com os realitys shows, gripe suina e os campeonatos, fora os empregos e crediários. A dita opinião publica é, na verdade, a voz dos opositores, ecoada pela midia, que nos lançou esse escandalo como uma novidade.
Sejamos justos: a mídia sabia disso tudo. Jornalistas com livre trânsito nos bastidores, chefes de redação e donos de jornais que se reunem periodicamente com outros empresários e politicos, vão nos dizer agora, pelas manchetes, que isso tudo é uma triste novidade? Uma descoberta?
Os fatos vêm a publico agora e qual a razão? A gente sabe que tais informaçoes ficam em gavetas aguardando o momento oportuno, o momento veio, por vontade de alguem, opositor, porque convem que isso venha a publico agora. Isso não isenta os responsáveis de sua culpa.
4.4.08
A Estratégia Eleitoral no Rio
Esse é o raciocínio, o projeto, de gente forte da politica carioca, que está há 15 anos determinando os rumos do municipio.
Um grande estrategista politico carioca (é mau gestor) pode estar por trás das articulações e movimentos politicos, envolvendo vários partidos além do dele.
Ciente de que Cabral e Lula selaram um pacto, esse senhor tratou de fazer o inimaginável: se aliar a seu inimigo declarado, Anthony Garotinho, contra quem muito conspirou nos ultimos anos. Assim o fez e rachou o PMDB, de Cabral, rachando o potencial apoio a Lula e seu candidato.
Ao mesmo tempo, para piorar o PMDB, teria convencido um jovem e ganancioso politico, falsamente rompido com ele, a sair do PSDB e ir para o PMDB, na esperança de que seria alçado a candidato desse ultimo, no lugar de um pré-candidato de Lula.
Ou seja: atacou em duas frentes. Se o PMDB é a força, racha-se e enfraque o partido; se Lula pensa em apoiar um candidato do PMDB, ou pensa em pôr um seu, que não tenha outra alternativa e aceite um, um secretamente ligado ao grande estrategista (e mau gestor).
Lula, no final das contas, ou apoiaria esse jovem ganancioso, ou não teria a força do PMDB.
Não conseguiu. Lula e Cabral conseguiram dar a volta no jovem ganancioso e evitaram um racha do PMDB.
Então, o senhor estrategista (e mau gestor) convence outro, um que rache as esquerdas!!! Um candidato verde - Fernando Gabeira.
Todos se esquecem, mas já foi seu aliado, como na campanha de Denise. Ele parece um sopro de renovação, mas, é risco de continuismo.
Por que? Porque só tem força na Zona Sul e precisará de quem tenha as chaves do eleitorado da Zona Norte, das favelas e da Zona Oeste. Bom, o PT, o PMDB e o PCdoB tem as suas, o PRB de Crivella tem as dele, quem poderá salvar o ilustre senhor verde? O DEM dos favelas bairro, cidade do samba, etc. Precisará dos chefes curraleiros do DEM, ao aceitar sua ajuda, terá de negociar cargos e imunidades...
Gabeira, infelizmente, tem esse cheiro de continuismo, de Sirkis, de Eider, Solange e o resto da turma.
O desenrolar: Crivella se aliando a Molon e, quem sabe, a Jandhira; Gabeira se aliando a Solange e o PSOL, PDT, etc, falando pras paredes.
6.3.08
A Crise e as FARC
1. Condenar as FARC como grupo que objetiva claramente derrubar o sistema colombiano, pela força, e impor um sistema comunista, tendo cometido centenas de sequestros e mortes, expulsões e perturbações outras naquele país, violando suas leis e também as leis internacionais;
2. Condenar a Colômbia por invadir território equatoriano, de outro país, para matar agentes das FARC;
3. Condenar o Equador por abrigar agentes das FARC, reconhecidamente perturbadores da ordem e agressores das leis colombianas e também internacionais de direitos humanos;
4. Condenar a Venezuela, na pessoa de seu chefe de Estado, por insuflar tensões, promovendo provocações e ameaças contra a Colombia, apesar do ataque colombiano ter ocorrido no Equador e matado individuos reconhecidamente criminosos pelas leis colombianas e internacionais;
5. Determinar investigações sobre as pretensas intenções das FARC de construir uma "bomba suja", do envolvimento do Equador com as FARC.
Ao não fazer isso, a OEA e o Brasil, qeu deveria parar com essa postura covarde, estão deixando germinar as sementes de um conflito.
19.2.08
Igreja Universal e Democracia
Essa deveria ser a imagem do Jesus dos evangelhos da prosperidade, infelizmente, para eles, o Evangelho os denuncia, como a luz que chega aos porões e expõem as imundicies e crimes dos religiosos do tempo de Cristo.
As ações movidas pela igreja são, de fato, retaliações com o claro objetivo intimidatório, de criar enormes dificuldades para os réus.
E, aonde fica "dar a outra face"?
30.8.07
Suicidio Politico Brasileiro
Dois problemas me afligem como cidadão que participa e ama esse país.
Um, a crescente acomodação da sociedade, representada pela progressão do voto nulo por motivos torpes, pela mania da “ação online” e do predomínio do deboche sobre qualquer alternativa que se apresente no cenário político.
Dois, a trapaça que vem sendo montada a título de se fazer reforma política no país. O que percebo é que se está construindo uma teia legal que concentrará poder, preservará as forças majoritárias e bloqueará o acesso dos cidadãos ao poder oficial.
Pessoas que se consideram inteligentes e com acesso privilegiado a informação – inclusive internet – tem demonstrado crescente gosto pelo voto nulo, como voto de protesto. Ok, mas o voto nulo só serve como protesto daqueles que não gostam de votar, daqueles para quem o voto facultativo seria uma benção, para eles poderem ir pra praia, jogar bola ou ir ao shopping. O voto de protesto dos que estão indignados com a situação do país, com os políticos, tem de ser o voto naquele que todos dizem “é bom, mas não vai ganhar, se ganhar não governará”, é o voto de protesto que pode virar a mesa, realmente. Para piorar, o voto nulo, sendo praticado por quem se diz consciente, favorece os currais eleitorais, os candidatos que compram votos, ou têm suas ovelhas fiéis, porque estes não deixarão de votar. Desse modo, o voto nulo favorece a decadência e anula, de fato, a representação política dos que se dizem conscientes – é um autêntico suicídio político daqueles que se consideram capazes de bem votar.
Outro problema: a mania das “ações online”, que está nos abaixo assinados e nos protestos de orkut, p.ex., os donos do poder já perceberam que esse povo não sai pra rua, não vai bater na porta deles, não move ações judiciais, é uma ação realmente virtual, de mentirinha. Uma masturbação, tanto quanto agir politicamente na mesa do bar com um chope ou uísque na mão...
O terceiro ingrediente é o deboche a tudo e a todos. Rir das desgraças é um traço do brasileiro, porém, rir é ter prazer, oras, se temos prazer com nossas desgraças, como acabar com elas? No final do regime militar, os comediantes temiam a falta de assunto... Os brasileiros reclamam dos atuais donos do poder, dos políticos que já estão mandando, dos chefes dos sindicatos, dos líderes religiosos, dos donos de empresas, dos síndicos! Quando surgem pessoas e instituições alternativas, elas são alvo de deboche, de gozação e descrença – “é mais um querendo nos roubar”, ou “mais um idiota querendo aparecer”. Quem já manda não presta e quem se apresenta como alternativa também não, sobra o quê?
O deboche só não ocorre contra alguém que detem a força e o poder de humilhar ou fazer sentir dor, sem temer a Lei – milícias, traficantes, MST, radicais de todo tipo... é cada dia mais forte a voz por uma nova ditadura ou o uso de meios radicais, ou seja: não participamos, não deixamos participar e ainda por cima abrimos a porta para um regime ou um sistema ainda mais violento e autoritário, porque não queremos assumir nossos compromissos de cidadãos, não queremos cuidar da nossa rua, mas apenas de nosso poder de consumo e prazer – queremos a Lei e a força conosco, pouca farinha meu pirão primeiro, pau nos outros e o paraíso para mim. Queremos ver outros assumindo os nossos deveres, por nós, e eles têm que meter medo na gente, do contrário, são uns merdas em potencial...
O resultado: o sistema vai ficando cada vez mais caótico, de fato, violento, injusto, perverso, a ponto de as pessoas se desesperarem e adotarem medidas radicais e puxarem para dentro do poder indivíduos e grupos radicais...
O segundo grande problema se combina com essa mentalidade descrita: a trapaça política que se forma no Congresso, visando estreitar a porteira de acesso a arena política – poucos partidos, fortes, com verba publica, voto em lista, etc. Nós, assim, caminhamos no sentido oposto da democracia real, onde se tem voto facultativo e onde um individuo pode se candidatar sem pertencer a partido. Com a reforma política que vem sendo arquitetada, estabeleceremos uma ditadura de uma meia dúzia de empresas partidárias, sustentadas com nossos impostos, mas sem nos dar o necessário acesso, teremos de votar nos candidatos delas, eleitos em convenções fechadas.
Esse grande problema fica ainda mais grave quando consideramos os milhares de cidadãos que participam dessa jogatina política, como cabos eleitorais, paus mandados e assessores, e os milhões de brasileiros que de algum modo lucram com a associação em crimes e infrações neste país.
Enquanto a sociedade se acomoda, enquanto outros optam por simplesmente esperar o pior e daí a vinda de um messias tirânico para destruir o mal – fruto da conivência e da acomodação, enquanto os partidos tecem um novo e estúpido regime político-eleitoral, enquanto milhões ganham com fraudes, roubos, mentiras, violências, abusos, enquanto tudo isso ocorre, o país vai naufragando, se dividindo, se favelizando, se “miamificando”, ao sopro das demandas de potências realmente emergentes, esmagado pelas crises e apagões internos, pela guerra civil não declarada.
20.8.07
Os Perigos Que O Brasil Corre
2. Ameaça às conquistas do estado de direito, por conta da evolução do crime organizado e do crime "pé de chinelo". É o outro lado da crise da sociedade (o outro é essa ascensão politica-religiosa). O crime organizado, formado por redes de mafiosos, juizes, policiais, politicos, empresários, etc, nativo está globalizado, associado a grupos mafiosos estrangeiros. Já o crime pobre vai no rastro e é favorecido pela desordem e pela crise moral.
3. Ameaça de retrocesso nacional, por conta da debilidade diante das forças economicas que são a China, a Índia e a Russia, com o Brasil, supostamente membro do grupo emergente, assumindo um novo e animado papel de colonia fornecedora de insumos brutos e importadora de manufaturados e produtos culturais. O Brasil assiste a quebra de seu parque industrial, a fuga de cérebros, o roubo de biodiversidade, a bobeira das patentes, a falta de poupança e se transforma em mercado consumidor dos produtos deles, favorecendo o desenvolvimento deles. Os novos "senhores que nos ajudam" serão eles, não mais os EUA.
4. Ameaça da desnacionalização produtiva e decisória, representada pela entrada de capitais estrangeiros - japoneses, dos EUA, espanhóis, italianos, etc - na formação de entidades civis e para a compra de usinas de álcool, montagem de parques hoteleiros, fazendas de grãos, certificadoras, concessões florestais, etc. O Brasil renova sua condição de quintal de negócios, importador de soluções, desprezando os seus potenciais.
5. Ameaça a biodiversidade, em nome da geração de empregos e rendas. Destrói-se, como nos ciclos da cana e café, os potenciais em biodiversidade, mal conhecidos, compostos de milhares de espécies e de bilhões de relações ecológicas, para se dar lugar a produção de uma dezena de itens, mantidos com meios artificiais. Enquanto isso, rouba-se diversidade, patenteia-se lá fora aquilo que é tido como coisa de caipira, importa-se conhecimento cientifico de nossa realidade.
6. Ameaça a democracia, representada pela postura dos brasileiros de não aproveitar bem a democracia e apostar nas disputas politicas e nos jeitos autoritários, nos salvadores da pátria, nas ilegalidades, etc. O Brasil trata a democracia como um intervalo entre ditaduras, onde vale-tudo, até o próximo tirano. Preferimos a boa bravata ao invés de a boa gestão.
7. Ameaça da má gestão publica, expondo o país a epidemias, a catástrofes naturais, ao genocidio nas estradas, a favelização, etc. Saúde, segurança, educação, meio ambiente, moradia, tudo em crise, agravando os problemas relacionados ao crime organizado, a ascensão politica-religiosa, a desordem urbana, a financeira, etc.
8. Ameaça da crise moral e de identidade. Que está na base de todas as outras. Uma sociedade dividida, desigual, injusta, que se despreza mutuamente, habituada a impunidade, a ilegalidade, ao "jeitinho", a malandragem, a exploração predatória, ao desrespeito. Nacionalidade mal desenvolvida e desprezada, lembrada apenas em alguns momentos, de festa. Indignados tomando caminhos errados, importando identidades, soluções, revelando igualmente incapacidade para se nacionalizar. Drogas, gravidez precoce, DSTs, familias rachadas, violencia sexual, fanatismo religioso, gangues, trapaças, corrupção...
16.8.07
A Coisa Tá Esquisita
Já li vários comentários de "especialistas" com espaço em mídia graúda que no Brasil precisamos resgatar a paixão dos mais jovens pela politica, como no passado. Eu acho que não, acho que já temos paixão demais nisto, no passado, já se matava por politica, já se roubava por politica e já se prejudicava o país por conta dessa paixão pela politica.
Acho que precisamos neste país é, justamente, abrandar a paixão, pensar e agir menos partidariamente, porque zero é impossivel. Os problemas da segurança, da saúde, da educação, dos aeroportos, das estradas, tudo, são problemas que só serão resolvidos com técnica, determinação e bom senso, ou seja: boa gestão, que não depende de partido ou ideologia.
Assim como honestidade e amor ao próximo não são exclusividades cristãs, assim se dá com a visão e a boa gestão, não dependem de se ser do PT ou do PSDB. Obviamente, ideologias interferem no modo de pensar e agir, a saída socialista para a crise da saúde seria diferente da saída liberal, as cartas já foram postas na mesa, entretanto, juízos honestos diriam que há várias outras saídas. Mas, eu entendo que há uma só saída: dar atendimento decente a TODOS, pelo menos nas urgências e postos de saúde.
No Orkut tenho postado sobre os inimigos do Brasil, uma parte, composta por alguns milhões de brasileiros, está se dando bem (ou pensa assim) em participar de ilícitos, de crimes, de maldades e safadezas. Outra parte, composta por outros tantos milhões, reclama e propõe, discute politca com paixão, na internet, nas mesas dos bares, praias, corredores de trabalho, mas, não fazem nada, na prática, dançam conforme a musica. Uma minoria trabalha, dá duro, se arrisca, me emociona, para melhorar o Brasil.
Precisamos ter a ousadia dos homens maus e a voz tão potente quanto a dos demagogos e sensacionalistas, precisamos mudar, porque estamos sendo engolidos...
A mudança deve começar por baixo, construindo fundamentos, pois não passa de loucura e imaturidade querer tomar o poder federal, para de lá querer mudar o Brasil por decreto ou cacete.
19.7.07
Desastre da TAM e terrorismo
O fato relevante no caso desse desastre em Congonhas é esse: houvesse área de escape, uma área verde e fofa com uns 300 metros de extensão, o avião derraparia e ficaria atolado, mas ninguém morreria, tudo não passaria de um grande susto e uma indignação menor contra as autoridades.
Mas, uma área de escape tem um valor imobiliário e eleitoral enorme, não foi possivel permitir isso, não é mesmo? Quem foram os prefeitos e vereadores que permitiram que o entorno de Congonhas virasse cidade? Com um posto de gasolina na cabeceira!!!???
Quem foram os responsáveis por manter Congonhas funcionando sem condições? Que juíz? Qual superintendente da INFRAERO? Que empresas fizeram lobby para isso?
18.7.07
Desastre da TAM
Incêndio no recém inaugurado Santos Dumont já parecia um alarme quando horas depois tivemos esse terrível desastre em Congonhas, reconhecidamente um perigosíssimo aeroporto – você errou? Não tem escapatória, vai parar fora da pista, no meio da cidade! Casos não faltam em Congonhas.
Quem autorizou Congonhas a funcionar em dias de chuva, antes das obras, a despeito dos riscos, por achar que isso traria má imagem e efeitos econômicos (dinheiro) negativos?
Quem autorizou Congonhas a funcionar sem que as obras tivessem sido terminadas e aprovadas?
Quem autorizou a existência de um aeroporto, no caso Congonhas, dentro da cidade?
Quem permitiu, por omissão ou conivência, que a cidade crescesse e cercasse Congonhas?
Quem consentiu na existência de construções na cabeceira da pista, principalmente do posto de gasolina?
Quem se beneficiou, política e financeiramente, da elevação dos riscos do aeroporto de Congonhas?
Como bem lembrou noutro dia um orkuteiro, a crise que hoje se agrava sobre o setor aéreo, que se arrasta há anos e explodiu no desastre da Gol, é uma crise que existe há anos no setor rodoviário, com ruas e estradas ruins de traçado e de conservação, utilizadas por maus motoristas e por empresas perversas, com policias rodoviárias corruptas, resultando em milhares de mortes e prejuízos materiais ao ano, dentro e fora das cidades. A crise nacional, da infra-estrutura (para não falar da saúde, segurança, meio ambiente e educação) que já havia matado as ferrovias e está sufocando a rodoviária e a hidroviária, chegou macabramente na aeroviária.
O país vai sendo inviabilizado por um exército de brasileiros malfeitores, negligentes e incompetentes, de todos os partidos, posições e tendências. Fica a impressão de que não precisamos importar terroristas.
Desastre da TAM
Incêndio no recém inaugurado Santos Dumont já parecia um alarme quando horas depois tivemos esse terrível desastre em Congonhas, reconhecidamente um perigosíssimo aeroporto – você errou? Não tem escapatória, vai parar fora da pista, no meio da cidade! Casos não faltam em Congonhas.
Quem autorizou Congonhas a funcionar em dias de chuva, antes das obras, a despeito dos riscos, por achar que isso traria má imagem e efeitos econômicos (dinheiro) negativos?
Quem autorizou Congonhas a funcionar sem que as obras tivessem sido terminadas e aprovadas?
Quem autorizou a existência de um aeroporto, no caso Congonhas, dentro da cidade?
Quem permitiu, por omissão ou conivência, que a cidade crescesse e cercasse Congonhas?
Quem consentiu na existência de construções na cabeceira da pista, principalmente do posto de gasolina?
Quem se beneficiou, política e financeiramente, da elevação dos riscos do aeroporto de Congonhas?
Como bem lembrou noutro dia um orkuteiro, a crise que hoje se agrava sobre o setor aéreo, que se arrasta há anos e explodiu no desastre da Gol, é uma crise que existe há anos no setor rodoviário, com ruas e estradas ruins de traçado e de conservação, utilizadas por maus motoristas e por empresas perversas, com policias rodoviárias corruptas, resultando em milhares de mortes e prejuízos materiais ao ano, dentro e fora das cidades. A crise nacional, da infra-estrutura (para não falar da saúde, segurança, meio ambiente e educação) que já havia matado as ferrovias e está sufocando a rodoviária e a hidroviária, chegou macabramente na aeroviária.
O país vai sendo inviabilizado por um exército de brasileiros malfeitores, negligentes e incompetentes, de todos os partidos, posições e tendências. Fica a impressão de que não precisamos importar terroristas.
28.6.07
Atingindo a questão crucial do país
O que não falta é verba, grana, o problema se resume a INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA, MÁ GESTÃO DO RECURSO (PÚBLICO), FALTA DE VISÃO ESTRATÉGIA e INEXISTÊNCIA DE PLANEJAMENTO PARA MÉDIO E LONGO PRAZOS.
Esses são males que atingem o país inteiro, desde o individuo, passando por familias, clubes, associações, padarias, até órgãos governamentais, empresas e o poder supremo do país - mas, com mais peso naquilo que não vive competição e está vulnerável a pressões por eficiência e decência, como é o poder público.
Como resolver isso? Deixando o bicho voar por si. Eu explico no próximo blog.
As zonas rurais estão se despovoando, produções agrícolas e extrativismo sendo abandonadas ou sendo concentradas nas mãos de poucos, dos poucos dotados de capital, tecnologia e influência política, dos poucos capazes de produzir para milhões, para as grandes redes de comércio, capazes de abastecer com eficiência a demanda crescente das cidades.
O despovoamento decorre da degradação ambiental, que tornam áreas improdutivas e inviáveis a vida, e também decorre do empobrecimento devido a fragilidade econômica dos pequenos produtores diante das complexidades do sistema (e não apenas do mercado). O êxodo rural está inchando as cidades, complicando a administração pública e privada da vida urbana, já prejudicada pela corrupção, omissão, incompetência e pelo próprio gigantismo e complexidade das cidades. As médias cidades, com 500 mil habitantes, seriam as mais visadas pelas novas ondas, porém, o tempo pressionará as pequenas também – porque os pobres e ambiciosos irão para as localidades que se mostrarem promissoras, eles querem água, comida, moradia, serviços sociais e emprego.
Mas, os técnicos da ONU dizem que o crescimento das cidades não se dá tanto por migração, mas pela diferença entre natalidade e mortalidade locais, o crescimento é de dentro para fora.
A mesma ONU e cientistas do IPCC alertam que mudanças climáticas poderão ampliar desertificação, enchentes e secas, com danos graves ao abastecimento de água, alimentos e outros insumos para a vida humana – sem falar das pragas, incêndios e doenças decorrentes disso. Então, além da degradação ambiental local e da crise econômica no campo por conta de fatores políticos e econômicos, o êxodo será agravado pelo colapso do clima.
A ONU alerta para o fato de que, se estivesse sendo bem gerenciada essa migração, ela seria positiva para todos, entretanto, não está, de modo que a favelização e as tensões sociais só tendem a ser agravadas. Recomenda que as cidades sejam projetadas para os pobres também.
Recomendação crucial, porque hoje as cidades são desenvolvidas pelas forças especulativas sobre um recurso esgotável e essencial, que é o ESPAÇO. Empreendimentos são lançados para especuladores, lavadores de dinheiro e para endinheirados. O Estado, falido e ruim, não faz projetos para os pobres e, quando faz, são ruins.
As cidades grandes já estão sendo consideradas um mar de favelas com ilhas de ordem e prosperidade, entretanto, a pressão social combinada com má gestão arruinará a todos e nivelará a todos, apocalipticamente. Os serviços de saúde, educação, segurança, limpeza, conservação, saneamento, transportes, tendem a ficar cada vez piores e os privados não darão conta das demandas e direitos de uma massa crescente de clientes. Convulsionadas, as cidades grandes já deixam de ser atraentes e mais e mais pessoas se dirigem para as médias e algumas pequenas. Já os cidadãos das grandes cidades, com recursos, fogem do caos e migram para cidades menores, mas sem fazer uma prévia reavaliação cultural – assim, transportam para seus "novos paraísos" os mesmos vícios e visões de mundo, causadores dos males dos quais fogem.
Essa concentração humana é positiva para aqueles que buscam concentrar seu poder econômico e político, é o caso, p.ex., das empresas de telefonia e de TV, planos de saúde, comércio varejista, transportes, partidos políticos, financeiras, tráfico de drogas, empresas de água e esgoto, etc – é mais fácil controlar 100 milhões de pessoas concentradas em cinco cidades que 100 milhões dispersas pelo campo e por cidades médias e pequenas. Se, por um lado, essa concentração facilita as coisas e permite evolução mais veloz, por outro promove grandes tensões, disputas e pressões sobre recursos. Ao mesmo tempo, é fácil controlar 100 insatisfeitos de um serviço que satisfaz outros 100.000, mas não é nada fácil controlar 100.000 insatisfeitos com um serviço que só satisfaz a 100.
O que prevê? Mesmo que os índices macroeconômicos sejam positivos, os índices sociais e politicos tendem a se agravar, viabilizando o chamado Estado Policial, fascista, militarizado, seja ele de esquerda ou de direita - um momento que antecederá o colapso final.
Os que querem um futuro melhor têm de prestar a atenção a estes fatores, a este processo, e se antecipar a ele, sendo vanguarda e tirando proveito dessa condição, para construir uma outra realidade.
9.4.07
A coisa esquenta no país rabudo
A frigideira esquenta e atiça as duas forças que disputam o poder: os que querem continuar nele e os que querem resgatá-lo, de um lado o PT, com seus aliados mercenários e traiçoeiros, de outro o PSDB e o PFL, agora DEM, no meio o PMDB e a turma de Edir Macedo, Garotinho, Enéias, etc. Todos atuam nos bastidores por meio de intelectuais, jornalistas, estudantes, associações civis e militares...
O agravamento da crise nacional, que não se deve apenas a Lula, leva determinados grupos e pessoas a defenderem o tempo do regime militar, ignorando, por má fé ou por estupidez, aquela era marcada também por corrupção e golpes na soberania: filhos de milicos nunca eram presos, contrabando e descaminho eram promovidos por militares, a EMBRAFILME bancava pornografia, militares doaram terras na Amazônia para multinacionais parceiras, obras superfaturadas milionárias foram abandonadas (Ferrovia do Aço, p.ex.) ou tocadas na marra ao arrepio da Lei, do meio ambiente e dos mais fracos - o MAB, germe do MST, surgiu com a truculenta construção de Itaipu. Obviamente, os que defendem a volta do regime militar não mencionam isso...
Por outro lado, será que um novo golpe militar destronaria a GLOBO e poria a TV brasileira no eixo? Ou poria fim na ciranda financeira atual? Ou realmente mataria na raíz as causas da violência e da desordem? Ora, quem seriam os aliados de um golpe militar?
Fato é que as grandes questões nacionais, aquelas que impedem do Brasil viver por si e ser uma nação inteira e não dividida, ainda estão por ser tratadas honestamente.
Infelizmente, como foi nos anos 60 do século XX, as questões nacionais viram instrumentos da disputa politica entre duas forças, a esquerdista e a direitista, os que querem o poder e os que querem se manter no poder. Isso é visivel hoje no governo comandado pela esquerda petista.
Saude, previdência, educação, segurança, meio ambiente... tudo isso é apropriado pelos dois lados para defenderem seus interesses, como se a cura dos males dependesse da cor ideológica. Os velhos donos do mundo não reformaram nada e mantiveram o Brasil como uma colônia, rabo do mundo, os novos donos metem os pés pelas mãos na busca por reformas.
Entra governo e sai governo é a mesma merda!
Mas, não poderia dar noutra coisa. O povão foge das brigas, das demandas, a história lhe ensinou que escravo não se mete em briga de senhores, no máximo o que pode fazer é se aproveitar disso para roubar um pão ou um toucinho na despensa... a discussão e a disputa em torno das grandes questões nacionais não são para o povo, o país não é do povo. Ao povo é dado o BBB, o fuxico artistico e outras velhas paixões: o futebol, o misticismo, a putaria, a droga lícita ou ilicita... ao povo - de qualquer país - cabe curtir a vida no que é possivel e chorar miséria para obter caridades, porque a qualquer momento o senhor das suas vidas pode convocá-lo, para ir no seu lugar.
Os donos do poder, por sua vez, estudam fora, vivem a fé de deuses estrangeiros, copiam seus projetos, vicios, modas, não se identificam com a terra natal, têm vergonha da realidade que eles mesmos formaram, por sua omissão, por sua corrupção e preguiça! Culpam os pobres, o povão, por ser o país assim tão ruim, atrasado, mas, quem são os donos dos empregos, das industrias, das lavouras, das leis e verbas, dos bancos, do poder para fazer? Quem poderia mexer nisso tudo e não o faz?
E, no meio, está a classe média, essa cobra traiçoeira, que faz de tudo para parecer dona do mundo e não é.
Somos um país rachado, porque não há projeto nacional que mobilize ambas as partes divididas, não há nacionalismo e patriotismo que extermine a injustiça nativa ou faça o graúdo amar sua terra e seu povo! E a culpa é sempre dos estrangeiros.
Um povo rabo, uma nação de escravos e exploradores.