A Internet é um invento fantástico, ampliou tremendamente a comunicação de dados e informações, sendo este o seu principal serviço. Configura-se hoje no unico meio eletronico livre, acessivel a todos.
Como não poderia deixar de ser, num ambiente assim, polulam as mais diversas informações, do audiovisual pornografico aos blogs politicos, das receitas de bolo as trocas de mp3. Dentre os usuários estão aqueles que usam da Internet como veiculo de disseminação das chamadas "Teorias de Conspiração". Neste papel destacam-se religiosos, ambientalistas e aqueles preocupados com questões politicas de grosso calibre.
Dentre o material que anda sendo divulgado temos:
1. As denuncias contra a mobilização contra a pandemia de gripe H1N1 - pelas quais se prega a não vacinação, alegando-se, como no caso da rubeola, que a vacina é mortal, paralisante, esterilizante,etc.
2. A pressão em favor de medidas contra o dito aquecimento global - alegando-se que elas servem a interesse de nações que querem impor um conjunto de novas tecnologias e outras soluções, caras, sendo que as atuais nada afetam o clima.
3. A catastrofe de 2012 - o tal Calendario Maia, que revelaria um apocalipse devastador, por causas astronômicas, para 2012.
4. HAARP - o ultra-secreto instrumento criado pelos EUA, capaz de criar terremotos, tendo sido o responsavel pelo terremoto na China e no Haiti.
5. As ONGs estrangeiras que querem travar o Brasil - usando de argumentos ambientalistas para impedir a ocupação e uso da Amazonia pelos brasileiros e do restante do territorio nacional.
Bom, essas são apenas algumas. O que temos a dizer sobre isso?
1. acho que mais perigoso que vacinar-se contra a H1N1 é não vacinar-se, esse sim me parece o genocidio consentido em favor da falsa autoproteção contra um suposto genocidio planejado por grandes grupos. Se os 90 milhões de brasileiros vacinados contra a gripe, a gripe sazonal e a rubeola dessem ouvidos a tais denuncias (nem todas descartaveis), teriamos mais gente morrendo.
2. o aquecimento global é uma tese, dentre varios argumentos de contestação está o fato de que a ciencia não tem 50 anos que está mergulhando neste tema, mesmo que as analises envolvam registros em gelo com 600 mil anos - a tecnica de avaliação desse material está correta? Há argumentos espinhosos contra interesses industriais que deveriam ser levados em conta.
3. o Calendario Maia revela que o império Maia seria abalado por uma grande inundação. O Calendario Maia não foi capaz de prever seu exterminio pelos espanhois logo depois...
4. ´HAARP - sabendo a China que o terremoto que matou seus cidadãos foi provocado pelos EUA, voces acham que ficaria por isso mesmo? Como um sistema desses, que demanda enorme quantidade de energia, poderia funcionar sem provocar um blecaute nos EUA?
5. a atuação de organizações civis ou particulares em favor de ideologias é bem conhecida, sabemos o quanto ONGs poderosas são custeadas por pessoas poderosas, que acabam influindo nos rumos destas ONGs - se fizer X, terá o dinheiro, ou o dinheiro é para X. A questão das ONGs no Brasil pode levantar questões sérias, mas, mais serias parecem as condutas daqueles que decidem os rumos do País, de tal modo que as ONGs acabam fazendo o papel de forças de vanguarda no meio de um bando de boçais que beijam a bandeira do Brasil, para limparem o rabo com ela depois. É triste ver ONGs estrangeiras defendendo situações que deveriam ser nossa obrigação assumir. O caso das ONGs ambientalistas no Brasil lembra o episodio da Abolição e das pressões britanicas, favor consultar e comparar.
Quem sou eu
- Salvador
- Atrás sempre de um ponto de equilibrio e do desenvolvimente responsavel
22.6.10
17.6.10
Obrigado Imprensa
O jornal O Globo de 13/06, domingo, em seu caderno especial do bairro da Barra da Tijuca, exibiu materia sobre a vida na Ilha da Gigoia, tratada como um pequeno paraiso ilhéu encravado no cada vez mais populoso e agitado bairro beira-mar carioca. Ali tem restaurantes, mercado, ong ambientalista, pousada, etc. Todos falam da beleza do lugar, da tranquilidade, da preservação ambiental. Que lindo.
Acontece que a ocupação na Ilha da Gigóia e nas outras a seu redor são ilegais. Acontece que todas as ocupações ali contribuem com esgoto in natura para a poluição da laguna.
As ilhas nasceram de obras de dragagem daquele trecho da Laguna da Tijuca, que formaram bancos de areia pequenos, nos anos 1960-70, que foram inicialmente ocupados por pescadores e depois por pessoas com autorização da Marinha ou da Superintendencia de Patrimonio da União - porque são ilhas criadas em águas de laguna, logo, pertencentes e sob gerenciamento da União.
Os anos se passaram e sem qualquer tipo de fiscalização - é o que dá pra entender - as ocupações foram sendo ampliadas, mediante aterros e corte de manguezal. O unico lugar que preservou alguma coisa proxima do antigo cenário original foi a ilha ocupada pelo Clube Marina. O que surgiu em Gigóia foi uma favela classe media, acessada por barco. Essa favela classe media disseminou mau exemplo para o Itanhangá, já no continente e a beira da laguna, cujas margens estão tomadas por favela de rico (loteamento e condominio irregular) e de pobre.
Por Lei 37 de 1977, a Prefeitura do Rio destinou as ilhas das lagoas da Baixada de Jacarepaguá a atividades de lazer, não de moradia e nem de comercio, cabendo a Prefeitura conceder ou não as autorizações para tais usos recreativos. Em 1978, a Lei 68 institiuiu a area de preservação ecologica na Ilha da Coroa. Por outro lado, sempre coube, como dissemos, a União, disciplinar o uso e ocupação daquelas frações de terra. O que temos hoje?
O mais curioso é saber que, no meio daquela ocupação que viola leis, leis ambientais inclusive, existe uma ONG que se diz preocupada com o meio ambiente na região.
A situação nas ilhas e a conduta da imprensa não difere de tantos outros casos em que a imprensa, longe de atuar como sustentadora da Lei, mesmo que de leis burras, atua como legitimadora dos que violam as leis, tratados em materias jornalisticas como empreendedores de visão, socialmente responsaveis, ambientalmente corretos, politicamente justos, bla bla blá.
O que fica como exemplo é isso: violar a Lei no Brasil é vantajoso, bobo é quem a respeita, pois perde oportunidades valiosas. O abusado não apenas se beneficia de seu abuso e da impunidade, mas ainda é enaltecido pela imprensa. Violemos as leis e tenhamos o nosso minuto de fama e de elogio civico.
Acontece que a ocupação na Ilha da Gigóia e nas outras a seu redor são ilegais. Acontece que todas as ocupações ali contribuem com esgoto in natura para a poluição da laguna.
As ilhas nasceram de obras de dragagem daquele trecho da Laguna da Tijuca, que formaram bancos de areia pequenos, nos anos 1960-70, que foram inicialmente ocupados por pescadores e depois por pessoas com autorização da Marinha ou da Superintendencia de Patrimonio da União - porque são ilhas criadas em águas de laguna, logo, pertencentes e sob gerenciamento da União.
Os anos se passaram e sem qualquer tipo de fiscalização - é o que dá pra entender - as ocupações foram sendo ampliadas, mediante aterros e corte de manguezal. O unico lugar que preservou alguma coisa proxima do antigo cenário original foi a ilha ocupada pelo Clube Marina. O que surgiu em Gigóia foi uma favela classe media, acessada por barco. Essa favela classe media disseminou mau exemplo para o Itanhangá, já no continente e a beira da laguna, cujas margens estão tomadas por favela de rico (loteamento e condominio irregular) e de pobre.
Por Lei 37 de 1977, a Prefeitura do Rio destinou as ilhas das lagoas da Baixada de Jacarepaguá a atividades de lazer, não de moradia e nem de comercio, cabendo a Prefeitura conceder ou não as autorizações para tais usos recreativos. Em 1978, a Lei 68 institiuiu a area de preservação ecologica na Ilha da Coroa. Por outro lado, sempre coube, como dissemos, a União, disciplinar o uso e ocupação daquelas frações de terra. O que temos hoje?
O mais curioso é saber que, no meio daquela ocupação que viola leis, leis ambientais inclusive, existe uma ONG que se diz preocupada com o meio ambiente na região.
A situação nas ilhas e a conduta da imprensa não difere de tantos outros casos em que a imprensa, longe de atuar como sustentadora da Lei, mesmo que de leis burras, atua como legitimadora dos que violam as leis, tratados em materias jornalisticas como empreendedores de visão, socialmente responsaveis, ambientalmente corretos, politicamente justos, bla bla blá.
O que fica como exemplo é isso: violar a Lei no Brasil é vantajoso, bobo é quem a respeita, pois perde oportunidades valiosas. O abusado não apenas se beneficia de seu abuso e da impunidade, mas ainda é enaltecido pela imprensa. Violemos as leis e tenhamos o nosso minuto de fama e de elogio civico.
10.6.10
Trocando de Dono
O Brasil, apesar de ter a maior area de floresta plantada no mundo, para produção de celulose, permanece como comprador de papéis de outros países. A China está se transformando na maior compradora de celulose e o Brasil se orgulha em exportar para a China, para depois comprar papéis chineses e até mesmo livros produzidos lá a partir de projetos brasileiros. O Brasil, com isso, exporta empregos, renda e oportunidades de evolução tecnologica, para os chineses, que devem estar agradecidos.
Continuamos na lógica colonial do arrancar daqui a qualquer custo (ambiental e social) o pau-brasil em tora e o açúcar bruto, para vender a outro país e depois comprar a roupa tingida de vermelho e o açúcar branquinho.
País de merda.
Continuamos na lógica colonial do arrancar daqui a qualquer custo (ambiental e social) o pau-brasil em tora e o açúcar bruto, para vender a outro país e depois comprar a roupa tingida de vermelho e o açúcar branquinho.
País de merda.
7.6.10
O Golpe do Aquecimento Global
Dentro das principais universidades publicas brasileiras existem grupos de professores que usam e abusam de sua condição para ganhar dinheiro vendendo serviços e produtos, atuando como representantes disfarçados de empresas, a maioria delas estrangeira, serviços e produtos relacionados a tecnologia.
O Banco Mundial já está mais que conhecido como instituição que, em nome de boas causas, oferece dinheiro condicionado a países, com condições que representam interferencias serias nas suas politicas soberanas. Para alguns, o Banco Mundial é um braço disfarçado de especuladores "caridosos" que usam de um "banco bonzinho" para impor seus interesses nada bonzinhos.
A Grã-Bretanha vem sendo acusada há tempos de usar de vários artificios sutis para defender seus interesses, artificios como a credibilidade de suas instituições cientificas. Os britânicos e suas empresas são conhecidos desde o século XIX, lembrando da enorme influencia que exerceu aquele país no nosso governo durante do império (depois vieram os EUA). Causas nobres usadas para legitimar planos nada nobres.
O Jornal do Brasil há dias vem se dedicando a dar espaço para um grupo de professores de uma importante universidade brasileira, no Rio de Janeiro, calejados em prestar consultorias a governos e a empresas, e que mais do que nunca andam atentos as oportunidades criadas pelo alarmismo do aquecimento global, sendo que no Brasil, como em outros países, esse alarmismo é financiado pela representação do governo britânico.
A COPPE, instituição de professores ligadas a UFRJ, elaborou um estudo de 600 paginas, pelo qual pretendeu-se definir que trechos da costa serão arruinados e quais escaparão - não se enganem, um estudo assim tem tudo para ser superficial. O estudo foi patrocinado pela embaixada britanica e dado ao Banco Mundial, que já estimou o custo de 3 bilhoes de dolares para medidas preventivas.
Ou seja, está claro como água de nascente: os britânicos, por meio de sua embaixada, querem vender tecnologia, contando para isso com aval da COPPE, financiada neste momento com grana britânica; a verba para a compra e aplicação dessa tecnologia britânica estará disponivel pelo Banco Mundial, que, obviamente, fará exigencias que podemos imaginar: comprar produtos e serviços de empresas britânicas e de suas parceiras europeias...
Veja que não estou discutindo se o aquecimento global procede ou não, se é alarmismo tolo ou mal intencionado, ou verdadeira catastrofe iminente.
O Jornal do Brasil, que já produz uma revista dita ecologica, feita em Minas, revista "chapa branca" que tece elogios a governos (como o de Minas) e a empresas (patrocinadoras da revista), agora se dedica em suas paginas diarias a defender a causa aquecimentista, muito por iniciativa de um blogueiro (na verdade, blogueiro oficial é colunista), que se viu entusiasmado com a ideia de salvar o Brasil das ondas.
O aquecimentismo já tomou conta da Prefeitura do Rio há anos, outras instituições publicas estão no mesmo barco, e o espaço para a voz discordante? Não há. A voz discordante alega não haver estudos suficientes para dizer-se sim ou não, na verdade, a grana está sendo dada a quem estiver disposto a dizer sim para a tese, vide o financiamento dado pelo governo britânico. Nós, brasileiros, em nossa classica negligencia para com a ciencia e a verdade, deixamos que um lado pese mais - instituições publicas não são para defender essa ou aquela tese, mas para trabalhar sobre a verdade - a falta de recursos e de vergonha na cara para quem os destina nos mantem na condição de seguir a verdade que os outros querem nos dizer.
O proprio estudo da COPPE diz que as previsões feitas para o prazo de 30 anos precisam ser periodicamente revistas - de 10 em 10 anos diz ela - por conta da precariedade de dados sobre o tema. Ou seja: o carro na frente dos bois, porque assim é mais lucrativo.
Os danos na costa (invasões por mar, erosão de praias, etc) e os episodios de enchentes precisam ser avaliados na sua realidade: eventos pontuais, com causas mais palpáveis a investigar, porem, como tais causas certamente estão ligadas a especulação imobiliaria, obras publicas de politicos ignorantes, patrociandores de jornais, etc, joga-se a culpa no aquecimento global, gasta-se os tubos, deixa-se os culpados impunes e, se amanhã descobrir-se que não era o aquecimento, terá se passado tempo suficiente para não haver responsaveis.
É ou não é um bom negócio?
O Banco Mundial já está mais que conhecido como instituição que, em nome de boas causas, oferece dinheiro condicionado a países, com condições que representam interferencias serias nas suas politicas soberanas. Para alguns, o Banco Mundial é um braço disfarçado de especuladores "caridosos" que usam de um "banco bonzinho" para impor seus interesses nada bonzinhos.
A Grã-Bretanha vem sendo acusada há tempos de usar de vários artificios sutis para defender seus interesses, artificios como a credibilidade de suas instituições cientificas. Os britânicos e suas empresas são conhecidos desde o século XIX, lembrando da enorme influencia que exerceu aquele país no nosso governo durante do império (depois vieram os EUA). Causas nobres usadas para legitimar planos nada nobres.
O Jornal do Brasil há dias vem se dedicando a dar espaço para um grupo de professores de uma importante universidade brasileira, no Rio de Janeiro, calejados em prestar consultorias a governos e a empresas, e que mais do que nunca andam atentos as oportunidades criadas pelo alarmismo do aquecimento global, sendo que no Brasil, como em outros países, esse alarmismo é financiado pela representação do governo britânico.
A COPPE, instituição de professores ligadas a UFRJ, elaborou um estudo de 600 paginas, pelo qual pretendeu-se definir que trechos da costa serão arruinados e quais escaparão - não se enganem, um estudo assim tem tudo para ser superficial. O estudo foi patrocinado pela embaixada britanica e dado ao Banco Mundial, que já estimou o custo de 3 bilhoes de dolares para medidas preventivas.
Ou seja, está claro como água de nascente: os britânicos, por meio de sua embaixada, querem vender tecnologia, contando para isso com aval da COPPE, financiada neste momento com grana britânica; a verba para a compra e aplicação dessa tecnologia britânica estará disponivel pelo Banco Mundial, que, obviamente, fará exigencias que podemos imaginar: comprar produtos e serviços de empresas britânicas e de suas parceiras europeias...
Veja que não estou discutindo se o aquecimento global procede ou não, se é alarmismo tolo ou mal intencionado, ou verdadeira catastrofe iminente.
O Jornal do Brasil, que já produz uma revista dita ecologica, feita em Minas, revista "chapa branca" que tece elogios a governos (como o de Minas) e a empresas (patrocinadoras da revista), agora se dedica em suas paginas diarias a defender a causa aquecimentista, muito por iniciativa de um blogueiro (na verdade, blogueiro oficial é colunista), que se viu entusiasmado com a ideia de salvar o Brasil das ondas.
O aquecimentismo já tomou conta da Prefeitura do Rio há anos, outras instituições publicas estão no mesmo barco, e o espaço para a voz discordante? Não há. A voz discordante alega não haver estudos suficientes para dizer-se sim ou não, na verdade, a grana está sendo dada a quem estiver disposto a dizer sim para a tese, vide o financiamento dado pelo governo britânico. Nós, brasileiros, em nossa classica negligencia para com a ciencia e a verdade, deixamos que um lado pese mais - instituições publicas não são para defender essa ou aquela tese, mas para trabalhar sobre a verdade - a falta de recursos e de vergonha na cara para quem os destina nos mantem na condição de seguir a verdade que os outros querem nos dizer.
O proprio estudo da COPPE diz que as previsões feitas para o prazo de 30 anos precisam ser periodicamente revistas - de 10 em 10 anos diz ela - por conta da precariedade de dados sobre o tema. Ou seja: o carro na frente dos bois, porque assim é mais lucrativo.
Os danos na costa (invasões por mar, erosão de praias, etc) e os episodios de enchentes precisam ser avaliados na sua realidade: eventos pontuais, com causas mais palpáveis a investigar, porem, como tais causas certamente estão ligadas a especulação imobiliaria, obras publicas de politicos ignorantes, patrociandores de jornais, etc, joga-se a culpa no aquecimento global, gasta-se os tubos, deixa-se os culpados impunes e, se amanhã descobrir-se que não era o aquecimento, terá se passado tempo suficiente para não haver responsaveis.
É ou não é um bom negócio?
31.5.10
A FALACIA DO PLANEJAMENTO URBANO
Grandes construtores e especuladores imobiliários financiam as campanhas de politicos de diversos partidos, mas daqueles com chances de conquistar algo. Uma vez no poder, eles passam a ativos agentes destes dois setores, levando ao corpo tecnico projetos e propostas já elaboradas pelas empresas, o objetivo: dar ar de oficial e legal ao interesse dos construtores e especuladores imobiliários.
Dentro dos orgãos tecnicos, são escalados para comandarem o processo profissionais reconhecidos por sua simpatia aos dois setores, por seu servilismo a vontades mais infames dos chefes e dos politicos, etc. Muitos são os argumentos tidos como legitimos usados para convencer os demais tecnicos, resistentes, como o de que determinado bairro está estagnado, que a favelização é resultado da paralisia do setor, que o poder publico não tem recursos para desapropiar areas ou vencer disputas juridicas com proprietarios que se sintam lesados por uma regra mais restritiva, etc.
Dentro dos orgãos tecnicos as leis ambientais são escandalosamente desprezadas, como no caso do Codigo Florestal, que os urbanistas e arquitetos têm como restrito ao meio rural. Os planos de ocupação urbana desconsideram APPs e as famigeradas RLs, passam por cima de restrições legais diversas, menosprezam considerações tecnicas - respaldadas não na lei, mas no uso correto da ciencia. Ao argumento de algum tecnico da area ambiental, perdido nesta arena de feras, respondem que as restrições ambientais deverão ser dadas por ocasião do licenciamento - quando será tarde demais para se impor restrições.
Por fim, o projeto que nasceu no escritorio do especulador ganha a cara de um projeto publico, com carimbo e publicação no Diario Oficial. O teatro da formulação de leis por um poder publico soberano e correto foi mais uma vez encenado para uma sociedade meio tola e meio distraida. Depois chora-se nos engarrafamentos, nas clinicas de alergia, nos consultorios de psicologos e psiquiatras, nos enterros de vitimas de deslizamentos, etc.
Uma vez tornada peça legal, oficial, a lei passa a reger todo um conjunto igualmente teatral chamado de licenciamento, cuja unica finalidade é dar chancela oficial ao que pede o interessado, sendo raríssimo o caso de alguem que tenha seu pedido de construção alterado ou mesmo negado - são os casos de quem não tem padrinho.
Se o interessado resolver fazer sem o carimbo, sem a licença, aí ele será punido - punido unicamente porque fez sem o "sim" da otoridade, porque, licenciado ou não, o interesse é tecnicamente infame para o conjunto da cidade.
Dentro dos orgãos tecnicos, são escalados para comandarem o processo profissionais reconhecidos por sua simpatia aos dois setores, por seu servilismo a vontades mais infames dos chefes e dos politicos, etc. Muitos são os argumentos tidos como legitimos usados para convencer os demais tecnicos, resistentes, como o de que determinado bairro está estagnado, que a favelização é resultado da paralisia do setor, que o poder publico não tem recursos para desapropiar areas ou vencer disputas juridicas com proprietarios que se sintam lesados por uma regra mais restritiva, etc.
Dentro dos orgãos tecnicos as leis ambientais são escandalosamente desprezadas, como no caso do Codigo Florestal, que os urbanistas e arquitetos têm como restrito ao meio rural. Os planos de ocupação urbana desconsideram APPs e as famigeradas RLs, passam por cima de restrições legais diversas, menosprezam considerações tecnicas - respaldadas não na lei, mas no uso correto da ciencia. Ao argumento de algum tecnico da area ambiental, perdido nesta arena de feras, respondem que as restrições ambientais deverão ser dadas por ocasião do licenciamento - quando será tarde demais para se impor restrições.
Por fim, o projeto que nasceu no escritorio do especulador ganha a cara de um projeto publico, com carimbo e publicação no Diario Oficial. O teatro da formulação de leis por um poder publico soberano e correto foi mais uma vez encenado para uma sociedade meio tola e meio distraida. Depois chora-se nos engarrafamentos, nas clinicas de alergia, nos consultorios de psicologos e psiquiatras, nos enterros de vitimas de deslizamentos, etc.
Uma vez tornada peça legal, oficial, a lei passa a reger todo um conjunto igualmente teatral chamado de licenciamento, cuja unica finalidade é dar chancela oficial ao que pede o interessado, sendo raríssimo o caso de alguem que tenha seu pedido de construção alterado ou mesmo negado - são os casos de quem não tem padrinho.
Se o interessado resolver fazer sem o carimbo, sem a licença, aí ele será punido - punido unicamente porque fez sem o "sim" da otoridade, porque, licenciado ou não, o interesse é tecnicamente infame para o conjunto da cidade.
10.5.10
Como Crescer sem Degradar?
No Brasil todos os anos milhares de jovens desgarram do salário dos pais para ganhar o seu, todos os anos milhares de pessoas entram na praça de consumo, no mercado, atrás de energia, alimentos, roupas, lazer, saúde, moradia, além de saneamento. Nossos empresários buscam todos os anos manter ou ampliar seus negócios diante das variações do mercado, dos competidores, das oportunidades, etc. Nossos políticos tentam saciar demandas de grupos diversos, fora as suas.
Como conciliar isso com a natureza?
E por que temos de conciliar progresso com a natureza? Quem está preocupado com macacos, arvores e peixes? Quem está com a vida saciada, quem não tem ambições maiores - essa é a visão da imensa maioria de cidadãos, para os quais a natureza é, quando muito, fonte de meios de progresso, pois, para eles, o progresso parece se dar sem qualquer relação com a natureza, como o leite - que dá em caixas de papel. A natureza tem força própria, ela pode se virar diante da poluição, do desmatamento, da desertificação, etc.
Entretanto, a própria saúde humana e produtividade deste progresso dependem a sanidade ambiental, então, a natureza tem uma utilidade: garantir o bem estar humano – ok, então, vamos conservar aquilo que a ciência definir como muito necessário a nós; porém, a ciência é falha e não conhece tudo, o que vier a ser destruído com aval cientifico pode se revelar amanhã como perda irreparável e grave. Isso nos remete a idéia de que nada na natureza é fútil ou descartável, que todos têm o direito de viver e o nosso consumo ou excreção devem ser responsáveis, respeitosos. Aí já entramos num ponto doloroso para muitos seres humanos, o de respeitar o próximo, já sendo dificílimo aplicar isso a outro humano – as próprias igrejas se encarregam ainda hoje de justificar os abusos.
Alegam os desenvolvimentistas que não há conciliação ou, quando muito, pode-se reservar áreas inférteis, imprestáveis, ao progresso (segundo o atual modelo) para a conservação de frações dessa natureza – melhor seria se os conservacionistas se virassem para ter o seu mundinho, em vez de se gastar dinheiro publico com isso.
A questão, na verdade, está aqui: os que decidem e impõem regras estão visceralmente ligados aos promotores do modelo vigente, e destrutivo, de desenvolvimento. Assim, para um outro modelo dominar, é preciso que ele gere riqueza e uma oferta apreciável de itens alternativos. Ninguém vive de vento ou de palavras.
Exemplos alternativos estão aí, a riqueza pode ser gerada por royalties da bioprospecção, da energia solar, da produção orgânica, da construção usando reciclados, do aproveitamento de resíduos, da correta administração de unidades de conservação, da criação/cultivo de espécies nativas, da venda de tecnologias limpas de produção, etc, etc.
Mas, como dissemos, os que decidem e geram emprego, renda e tributos estão atrelados aos velhos modelos, velhos modelos de produzir, de excretar, de tratar as pessoas, etc. Logo, a mudança tem que vir do trabalho dos que a querem, não do trabalho dos que a rejeitam
Como conciliar isso com a natureza?
E por que temos de conciliar progresso com a natureza? Quem está preocupado com macacos, arvores e peixes? Quem está com a vida saciada, quem não tem ambições maiores - essa é a visão da imensa maioria de cidadãos, para os quais a natureza é, quando muito, fonte de meios de progresso, pois, para eles, o progresso parece se dar sem qualquer relação com a natureza, como o leite - que dá em caixas de papel. A natureza tem força própria, ela pode se virar diante da poluição, do desmatamento, da desertificação, etc.
Entretanto, a própria saúde humana e produtividade deste progresso dependem a sanidade ambiental, então, a natureza tem uma utilidade: garantir o bem estar humano – ok, então, vamos conservar aquilo que a ciência definir como muito necessário a nós; porém, a ciência é falha e não conhece tudo, o que vier a ser destruído com aval cientifico pode se revelar amanhã como perda irreparável e grave. Isso nos remete a idéia de que nada na natureza é fútil ou descartável, que todos têm o direito de viver e o nosso consumo ou excreção devem ser responsáveis, respeitosos. Aí já entramos num ponto doloroso para muitos seres humanos, o de respeitar o próximo, já sendo dificílimo aplicar isso a outro humano – as próprias igrejas se encarregam ainda hoje de justificar os abusos.
Alegam os desenvolvimentistas que não há conciliação ou, quando muito, pode-se reservar áreas inférteis, imprestáveis, ao progresso (segundo o atual modelo) para a conservação de frações dessa natureza – melhor seria se os conservacionistas se virassem para ter o seu mundinho, em vez de se gastar dinheiro publico com isso.
A questão, na verdade, está aqui: os que decidem e impõem regras estão visceralmente ligados aos promotores do modelo vigente, e destrutivo, de desenvolvimento. Assim, para um outro modelo dominar, é preciso que ele gere riqueza e uma oferta apreciável de itens alternativos. Ninguém vive de vento ou de palavras.
Exemplos alternativos estão aí, a riqueza pode ser gerada por royalties da bioprospecção, da energia solar, da produção orgânica, da construção usando reciclados, do aproveitamento de resíduos, da correta administração de unidades de conservação, da criação/cultivo de espécies nativas, da venda de tecnologias limpas de produção, etc, etc.
Mas, como dissemos, os que decidem e geram emprego, renda e tributos estão atrelados aos velhos modelos, velhos modelos de produzir, de excretar, de tratar as pessoas, etc. Logo, a mudança tem que vir do trabalho dos que a querem, não do trabalho dos que a rejeitam
5.5.10
PÉ COM PÉ
Não arrumei outro titulo melhor para o texto: hoje, como há 20, 50, 100, 200 anos atrás, existe um contingente de brasileiros insatisfeitos com o país, eu me incluo. Uma insatisfação múltipla, conforme a classe social, a raça (eu acredito nisto), sexo, idade, cidade, região, etc. Para alguns analistas, a insatisfação está concentrada na classe média, enternamente insatisfeita e medrosa, será? Não acredito.
Lula, em final de mandato, foi descrito por Michael Moore como aquele que desabrochou no Brasil o sonho americano, enquanto Obama presidência o processo de desmonte desse mesmo sonho, iniciado pelos antecessores. A solução do Brasil estaria em liberalizar a vida de modo que todos possam, por seu trabalho, obter renda e realizar seus sonhos materiais, sonhos de consumo, que o mercado se esforça por tutorar a seu favor.
Sim, cada um de nós tem o direito de, por seu trabalho, obter a renda para custear a realização dos sonhos pessoais, obter o meio de troca para viabilizar isso.
A cura da insatisfação brasileira estaria aí, porque essa é a raiz da insatisfação e esse é um direito que por séculos foi exercido apenas por uma pífia minoria, enquanto o grosso da população penava para sobreviver, muitas das vezes mediante humilhações. Essa liberdade, do liberalismo democrata, seria a essência do sonho americano. Lula, queiramos ou não, representa essa maioria, esse “paraíba que deu certo”.
Mas, esse poder sem formação, sem consciência, é como revolver em mão de criança, ou de macaco – os EUA, mais uma vez, têm muitas lições tristes a dar sobre isso, assim também a Europa. A insatisfação geral e o sonho de Lula desagradam os comunistas, claro.
Mas, a insatisfação não reside apenas na ausência de chances de ganhar dinheiro para com ele construir uma realidade melhor: uma casa, um carro, uma geladeira, mais cerveja e churrasco, celular cheio de recursos, etc. A insatisfação está também contra os meios que muitos têm usado para conseguir esse dinheiro e contra as formas de gasta-lo e de usar o que se comprou. A insatisfação no país pega no rabo de Lula também.
E aqui fica uma observação, para encurtar conversa: mais do que direcionar a insatisfação no esforço de um voto consciente (sendo tão difícil achar políticos decentes), essa insatisfação deveria ser usada para a nossa própria reformulação pessoal, no intuito de amadurecermos como cidadãos e membros do grande ecossistema. Essa insatisfação deveria nos fazer candidatos e assumir funções políticas, de governança, no condomínio onde moramos, no clube que freqüentamos, na religião que nos sustenta a alma, nas reuniões de pais da escola dos filhos, nas associações profissionais, etc, etc, para por fim, e aí sim, exercermos a insatisfação como candidatos a postos de comando da vida publica.
Uma outra forma de expressar uma INSATISFAÇÃO AMADURECIDA é exercer função econômica – trabalho, empreender, fazer negócio – balizada por essa insatisfação amadurecida, sermos funcionários ou patrões ou profissionais liberais conscientes, contaminando nosso trabalho com esse sentimento. Penso mesmo que, antes de querermos eleições limpas, candidatos corretos, leis decentes, etc, deveríamos construir um poder econômico comprometido com essa insatisfação amadurecida, para que ele pudesse financiar – aí sim – os esforços políticos.
Mais que políticos conscientes para serem votados, precisamos no Brasil de sociedade consciente, e de empreendedores e funcionários conscientes, precisamos enfim formar uma BASE consciente, a sociedade que se faz por si mesma – em vez de ficar torcendo para que dos covis brotem santos libertadores, torcida natural dos covardes e acomodados.
Mas, tenhamos uma certeza: a sociedade, em geral, ricos e pobres, não está interessada nisto, quer permanecer sim como macacos com pistolas nas mãos. A sociedade em geral, cultos e analfabetos funcionais, quer o álibi do alienado. A sociedade em geral, pretos e brancos, homens e mulheres, não quer as responsabilidades inerentes a liberdade, mas sim um “senhor que os ajude”.
Então, façamos nós a realidade que queremos para nós e tudo o mais será conseqüência.
Não arrumei outro titulo melhor para o texto: hoje, como há 20, 50, 100, 200 anos atrás, existe um contingente de brasileiros insatisfeitos com o país, eu me incluo. Uma insatisfação múltipla, conforme a classe social, a raça (eu acredito nisto), sexo, idade, cidade, região, etc. Para alguns analistas, a insatisfação está concentrada na classe média, enternamente insatisfeita e medrosa, será? Não acredito.
Lula, em final de mandato, foi descrito por Michael Moore como aquele que desabrochou no Brasil o sonho americano, enquanto Obama presidência o processo de desmonte desse mesmo sonho, iniciado pelos antecessores. A solução do Brasil estaria em liberalizar a vida de modo que todos possam, por seu trabalho, obter renda e realizar seus sonhos materiais, sonhos de consumo, que o mercado se esforça por tutorar a seu favor.
Sim, cada um de nós tem o direito de, por seu trabalho, obter a renda para custear a realização dos sonhos pessoais, obter o meio de troca para viabilizar isso.
A cura da insatisfação brasileira estaria aí, porque essa é a raiz da insatisfação e esse é um direito que por séculos foi exercido apenas por uma pífia minoria, enquanto o grosso da população penava para sobreviver, muitas das vezes mediante humilhações. Essa liberdade, do liberalismo democrata, seria a essência do sonho americano. Lula, queiramos ou não, representa essa maioria, esse “paraíba que deu certo”.
Mas, esse poder sem formação, sem consciência, é como revolver em mão de criança, ou de macaco – os EUA, mais uma vez, têm muitas lições tristes a dar sobre isso, assim também a Europa. A insatisfação geral e o sonho de Lula desagradam os comunistas, claro.
Mas, a insatisfação não reside apenas na ausência de chances de ganhar dinheiro para com ele construir uma realidade melhor: uma casa, um carro, uma geladeira, mais cerveja e churrasco, celular cheio de recursos, etc. A insatisfação está também contra os meios que muitos têm usado para conseguir esse dinheiro e contra as formas de gasta-lo e de usar o que se comprou. A insatisfação no país pega no rabo de Lula também.
E aqui fica uma observação, para encurtar conversa: mais do que direcionar a insatisfação no esforço de um voto consciente (sendo tão difícil achar políticos decentes), essa insatisfação deveria ser usada para a nossa própria reformulação pessoal, no intuito de amadurecermos como cidadãos e membros do grande ecossistema. Essa insatisfação deveria nos fazer candidatos e assumir funções políticas, de governança, no condomínio onde moramos, no clube que freqüentamos, na religião que nos sustenta a alma, nas reuniões de pais da escola dos filhos, nas associações profissionais, etc, etc, para por fim, e aí sim, exercermos a insatisfação como candidatos a postos de comando da vida publica.
Uma outra forma de expressar uma INSATISFAÇÃO AMADURECIDA é exercer função econômica – trabalho, empreender, fazer negócio – balizada por essa insatisfação amadurecida, sermos funcionários ou patrões ou profissionais liberais conscientes, contaminando nosso trabalho com esse sentimento. Penso mesmo que, antes de querermos eleições limpas, candidatos corretos, leis decentes, etc, deveríamos construir um poder econômico comprometido com essa insatisfação amadurecida, para que ele pudesse financiar – aí sim – os esforços políticos.
Mais que políticos conscientes para serem votados, precisamos no Brasil de sociedade consciente, e de empreendedores e funcionários conscientes, precisamos enfim formar uma BASE consciente, a sociedade que se faz por si mesma – em vez de ficar torcendo para que dos covis brotem santos libertadores, torcida natural dos covardes e acomodados.
Mas, tenhamos uma certeza: a sociedade, em geral, ricos e pobres, não está interessada nisto, quer permanecer sim como macacos com pistolas nas mãos. A sociedade em geral, cultos e analfabetos funcionais, quer o álibi do alienado. A sociedade em geral, pretos e brancos, homens e mulheres, não quer as responsabilidades inerentes a liberdade, mas sim um “senhor que os ajude”.
Então, façamos nós a realidade que queremos para nós e tudo o mais será conseqüência.
Codigo Florestal e Interesse Publico
Codigo Florestal e Interesse Publico
A lei de florestas de 1934 surgiu num país sob ditadura e ainda dependente da lenha como fonte de energia – de residências a industrias. Uma lei que buscou impedir o abuso extrativista. O Código Florestal de 1965 surgiu em contexto de ditadura e também preocupado com o processo de exploração e consumo de bens florestais, mas tem um toque mais conservacionista. Vinte anos depois vieram mudanças dentro do regime dito democrático, apesar de as ultimas terem sido impostas por Medida Provisória.
Sem mais delongas, acusa-se todos os códigos de terem sido inúteis na sua missão. Motivos: a falta de vontade do próprio Estado de fazer cumprir as leis que cria e a possível falta de bom senso da lei, por ela atingir – inutilmente – as forças produtivas do país. Enfim, a lei seria burra e fora da realidade. Os fatos comprovam os argumentos.
A Lei de 1934 não impediu o processo de destruição da Mata Atlântica, que ganhou força tremenda em meados do século XIX, quando os cafezais invadiram as montanhas, onde originalmente estava a maior parte da floresta; depois, vieram as ferrovias e as rodovias, eixões de devastação. A lei de 1965 foi igualmente inócua para deter o avanço da fronteira agrícola-urbana no Cerrado e na Amazônia, ou para impedir a destruição dos últimos refúgios de Caatinga. É bom lembrar sempre da força urbana porque um dos argumentos criminosos é de que o Código Florestal não é aplicável nas cidades – ou seja: nas cidades, onde residem boa parte dos críticos do desenvolvimento e dos formadores de opinião, o Código não vale, só vale em cima do lombo dos fazendeiros.
Já faz alguns anos que o embate sobre mudanças, para melhor ou pior, aqueceu-se por conta das alterações em favor da Mata Atlântica (visando preservar os últimos remanescentes) e das que ampliaram a Reserva Legal na Amazônia, de 50 para 80%, a meu ver ilegal. É dramática a situação da Mata Atlântica, reduzida a menos de 10%, ainda vulnerável e pressionada, seus remanescentes sim mereciam ser preservados em 100% e não em 25% como hoje a legislação diz proteger (diz).
Mas, se os ecossistemas, a biodiversidade e a estabilidade dos mesmos são de interesse publico, porque o Estado brasileiro não assume isso inteiramente? Por que não faz como na Saúde, na Educação e na Segurança publicas?
O Estado deveria, para o bem geral, ampliar em muito o total de áreas publicas protegidas, garantindo a representatividade da biodiversidade e a segurança ambiental, num percentual do território que cumprisse ao menos essas duas funções – quem sabe, 30%. Os outros 70% do país estariam disponíveis a alterações, visando acolher cidades, industrias, lavouras, portos, etc, ou mesmo virarem reservas de caça, reservas florestais particulares (RPPNs), áreas privadas de ecoturismo, florestas manejadas, etc. Essas áreas seriam federalizadas, mas nada impediria que os municípios e os estados criassem as suas, aumentando ainda mais o percentual localmente.
O Estado, que representa a sociedade, precisa assumir a sua missão, se esse tema é de interesse da sociedade, ele tem que assumir, bancado por essa sociedade. O que se propõe é fim da hipocrisia e da falta de clareza, o cinismo.
Se o Estado trataria mal essas áreas como trata a Saúde e a Educação são outros 500, o que importa é que esse debate inútil sairia da arena privada e iria inteiramente para a publica. Assim como deveria caber ao Estado produzir o conhecimento mínimo da realidade ambiental e social do país a fim de balizar sabias decisões de desenvolvimento, em vez de transferir isso para EIAs e RIMAs, tendenciosos, obviamente.
Os proprietários de terras ficariam livres para ter ou não áreas preservadas, para cultivar ou não florestas como se cultiva soja ou cana, e ficaria o Estado livre para gerenciar as terras destinadas a conservação, porque seriam suas – da sociedade. Estariam as partes bem diferenciadas.
Como fazer isso? Não temos multas? Não temos compensações ambientais? Não temos grana de fora? Não temos créditos de carbono a negociar?
O que não fosse passível de desapropriar seria alvo de contratos entre o Estado e o particular, numa troca de interesses em favor da conservação de áreas privadas.
E os aspectos técnicos que definiriam o que e o quanto a ser preservado? Esse continuaria sendo um terreno espinhoso, mas, uma vez definido claramente, considerando as particularidades ambientais, os limites de preservação a serem incorporados pelo Estado ou por estes contratos, estaríamos finalizando boa parte dos problemas gerados por parâmetros generalistas criados lá atrás no tempo.
Parece ingênua e simplista a proposta? Talvez seja a mais exeqüível e conciliadora.
Por fim, para fazer justiça, as leis criadas nos anos 30 e 60 foram as leis possíveis dentro de cada contexto e, apesar de todo o nosso avanço, parece que continuamos presos as poucas possibilidades...
Salvador Benevides
Eng. Florestal
A lei de florestas de 1934 surgiu num país sob ditadura e ainda dependente da lenha como fonte de energia – de residências a industrias. Uma lei que buscou impedir o abuso extrativista. O Código Florestal de 1965 surgiu em contexto de ditadura e também preocupado com o processo de exploração e consumo de bens florestais, mas tem um toque mais conservacionista. Vinte anos depois vieram mudanças dentro do regime dito democrático, apesar de as ultimas terem sido impostas por Medida Provisória.
Sem mais delongas, acusa-se todos os códigos de terem sido inúteis na sua missão. Motivos: a falta de vontade do próprio Estado de fazer cumprir as leis que cria e a possível falta de bom senso da lei, por ela atingir – inutilmente – as forças produtivas do país. Enfim, a lei seria burra e fora da realidade. Os fatos comprovam os argumentos.
A Lei de 1934 não impediu o processo de destruição da Mata Atlântica, que ganhou força tremenda em meados do século XIX, quando os cafezais invadiram as montanhas, onde originalmente estava a maior parte da floresta; depois, vieram as ferrovias e as rodovias, eixões de devastação. A lei de 1965 foi igualmente inócua para deter o avanço da fronteira agrícola-urbana no Cerrado e na Amazônia, ou para impedir a destruição dos últimos refúgios de Caatinga. É bom lembrar sempre da força urbana porque um dos argumentos criminosos é de que o Código Florestal não é aplicável nas cidades – ou seja: nas cidades, onde residem boa parte dos críticos do desenvolvimento e dos formadores de opinião, o Código não vale, só vale em cima do lombo dos fazendeiros.
Já faz alguns anos que o embate sobre mudanças, para melhor ou pior, aqueceu-se por conta das alterações em favor da Mata Atlântica (visando preservar os últimos remanescentes) e das que ampliaram a Reserva Legal na Amazônia, de 50 para 80%, a meu ver ilegal. É dramática a situação da Mata Atlântica, reduzida a menos de 10%, ainda vulnerável e pressionada, seus remanescentes sim mereciam ser preservados em 100% e não em 25% como hoje a legislação diz proteger (diz).
Mas, se os ecossistemas, a biodiversidade e a estabilidade dos mesmos são de interesse publico, porque o Estado brasileiro não assume isso inteiramente? Por que não faz como na Saúde, na Educação e na Segurança publicas?
O Estado deveria, para o bem geral, ampliar em muito o total de áreas publicas protegidas, garantindo a representatividade da biodiversidade e a segurança ambiental, num percentual do território que cumprisse ao menos essas duas funções – quem sabe, 30%. Os outros 70% do país estariam disponíveis a alterações, visando acolher cidades, industrias, lavouras, portos, etc, ou mesmo virarem reservas de caça, reservas florestais particulares (RPPNs), áreas privadas de ecoturismo, florestas manejadas, etc. Essas áreas seriam federalizadas, mas nada impediria que os municípios e os estados criassem as suas, aumentando ainda mais o percentual localmente.
O Estado, que representa a sociedade, precisa assumir a sua missão, se esse tema é de interesse da sociedade, ele tem que assumir, bancado por essa sociedade. O que se propõe é fim da hipocrisia e da falta de clareza, o cinismo.
Se o Estado trataria mal essas áreas como trata a Saúde e a Educação são outros 500, o que importa é que esse debate inútil sairia da arena privada e iria inteiramente para a publica. Assim como deveria caber ao Estado produzir o conhecimento mínimo da realidade ambiental e social do país a fim de balizar sabias decisões de desenvolvimento, em vez de transferir isso para EIAs e RIMAs, tendenciosos, obviamente.
Os proprietários de terras ficariam livres para ter ou não áreas preservadas, para cultivar ou não florestas como se cultiva soja ou cana, e ficaria o Estado livre para gerenciar as terras destinadas a conservação, porque seriam suas – da sociedade. Estariam as partes bem diferenciadas.
Como fazer isso? Não temos multas? Não temos compensações ambientais? Não temos grana de fora? Não temos créditos de carbono a negociar?
O que não fosse passível de desapropriar seria alvo de contratos entre o Estado e o particular, numa troca de interesses em favor da conservação de áreas privadas.
E os aspectos técnicos que definiriam o que e o quanto a ser preservado? Esse continuaria sendo um terreno espinhoso, mas, uma vez definido claramente, considerando as particularidades ambientais, os limites de preservação a serem incorporados pelo Estado ou por estes contratos, estaríamos finalizando boa parte dos problemas gerados por parâmetros generalistas criados lá atrás no tempo.
Parece ingênua e simplista a proposta? Talvez seja a mais exeqüível e conciliadora.
Por fim, para fazer justiça, as leis criadas nos anos 30 e 60 foram as leis possíveis dentro de cada contexto e, apesar de todo o nosso avanço, parece que continuamos presos as poucas possibilidades...
Salvador Benevides
Eng. Florestal
28.4.10
Matando o Licenciamento Ambiental
Me incomoda a persistencia das acusações que a sociedade vem fazendo, através de seus políticos, empresários e formadores de opinião, contra o licenciamento ambiental e mesmo a toda política ambiental, de atravancar o progresso do país e de nos submeter a interesses estrangeiros.
Para inicio de conversa, a política ambiental vai mal sim, afinal de contas, assim como a educação, a segurança e a saúde, ela é produto da postura da própria sociedade, e são exatamente os acusadores os principais responsáveis por fazer da política ambiental mais um caso “para inglês ver”, gente que tem todas as condições para fazer as coisas certas, mas não faz.
A defesa do uso racional dos recursos naturais e humanos e o desejo de preservar a biodiversidade e cenários que nos encantam são velhas demandas brasileiras, a mais ilustre voz foi José Bonifácio, que muitos brasileiros nem sabem quem foi. Ainda hoje, são escassos os meios para se projetar e executar a política ambiental, resultado disso é, por exemplo, a transferência ao empreendedor do ônus de se estudar a área visada e elaborar relatórios de impacto ambiental, obviamente medíocres e tendenciosos.
O licenciamento ambiental vai mal porque ainda hoje falta conhecimento da realidade ambiental brasileira, faltam pesquisas, divulgação, organização de trabalhos, de dados, etc. Vai mal porque falta pessoal capacitado enquanto sobra improviso e má gestão do recurso humano. Vai mal porque o Estado brasileiro persiste no excesso burocrático como arma inútil contra abusos e para proteger incompetentes com poder de decisão. Vai mal porque os próprios requerentes de licenças trabalham mal, deixam passar prazos, fazem projetos ruins, etc. Vai mal porque quem manda nos órgãos públicos são os políticos, representantes de uma sociedade alienada e oportunista, e que estão sempre dispostos a subverter a máquina publica em favor de seus amigos.
O político é, normalmente, o cara que se especializou em explorar demandas de pessoas e empresas, usando disso como escada para o poder. Normalmente, não entende do funcionamento da maquina publica, muito menos da missão do órgão ou setor dado a ele como parte da jogatina do poder, mas sabe pintar de verde o urubu para vende-lo como papagaio a essa sociedade, já definida. Uma vez lá dentro, ele precisa de funcionários interessados em satisfazer sua vontade (e em protege-lo) em troca de cargos, facilidades e outros privilégios – é assim que, normalmente, nascem os funcionários de carreira, que ascendem justamente por cumprir essa missão, geralmente infame, porque envolve pressões contra funcionários sérios, acobertamento de corrupção e outros desvios, chute nas prioridades reais para favorecer projetos eleitoreiros e, enfim, a transformação do licenciamento em mero exercício burocrático.
Esse malfeitor eleito precisa de uma curriola de funcionários para embasar seus atos, sem eles ele não é nada, nada faz. E é no seu gabinete, sigiloso, que ele tratará dos casos específicos, dos requerimentos de licença valiosos, nesta hora entrando as vezes a criação de dificuldades para vender facilidades. E aí está o ápice da perversão: quanto mais sério o julgamento técnico contrário ao projeto, mais alta será a propina cobrada pelo supremo senhor para que este encontre um caminho liberador...
Contra a situação ruim do licenciamento e sem denunciar os motivos e os responsáveis, os acusadores pedem agilização, chega de burocracia e de radicalismo! Viva o Brasil!
O político atende, simplesmente dando corda para os radicais se enrolarem (e, se possível, se enforcarem) e pedindo empenho aos carreiristas para que sustentem o atropelamento das leis e da moral públicas. A seriedade vai para o espaço, porque, como sempre, não há tempo para ficar-se discutindo falta de pessoal, de pesquisas, de equipamentos, etc, etc. A agilização do licenciamento é um termo bonito para esculhambação criminosa.
A Justiça assiste a tudo isso como sempre assistiu a tudo, os meios de comunicação permanecem na sua habitual superficialidade conveniente e os parlamentos continuam como balcão de negócios. E todos, no final das contas, mostram-se muito preocupados com o aquecimento global...
Para inicio de conversa, a política ambiental vai mal sim, afinal de contas, assim como a educação, a segurança e a saúde, ela é produto da postura da própria sociedade, e são exatamente os acusadores os principais responsáveis por fazer da política ambiental mais um caso “para inglês ver”, gente que tem todas as condições para fazer as coisas certas, mas não faz.
A defesa do uso racional dos recursos naturais e humanos e o desejo de preservar a biodiversidade e cenários que nos encantam são velhas demandas brasileiras, a mais ilustre voz foi José Bonifácio, que muitos brasileiros nem sabem quem foi. Ainda hoje, são escassos os meios para se projetar e executar a política ambiental, resultado disso é, por exemplo, a transferência ao empreendedor do ônus de se estudar a área visada e elaborar relatórios de impacto ambiental, obviamente medíocres e tendenciosos.
O licenciamento ambiental vai mal porque ainda hoje falta conhecimento da realidade ambiental brasileira, faltam pesquisas, divulgação, organização de trabalhos, de dados, etc. Vai mal porque falta pessoal capacitado enquanto sobra improviso e má gestão do recurso humano. Vai mal porque o Estado brasileiro persiste no excesso burocrático como arma inútil contra abusos e para proteger incompetentes com poder de decisão. Vai mal porque os próprios requerentes de licenças trabalham mal, deixam passar prazos, fazem projetos ruins, etc. Vai mal porque quem manda nos órgãos públicos são os políticos, representantes de uma sociedade alienada e oportunista, e que estão sempre dispostos a subverter a máquina publica em favor de seus amigos.
O político é, normalmente, o cara que se especializou em explorar demandas de pessoas e empresas, usando disso como escada para o poder. Normalmente, não entende do funcionamento da maquina publica, muito menos da missão do órgão ou setor dado a ele como parte da jogatina do poder, mas sabe pintar de verde o urubu para vende-lo como papagaio a essa sociedade, já definida. Uma vez lá dentro, ele precisa de funcionários interessados em satisfazer sua vontade (e em protege-lo) em troca de cargos, facilidades e outros privilégios – é assim que, normalmente, nascem os funcionários de carreira, que ascendem justamente por cumprir essa missão, geralmente infame, porque envolve pressões contra funcionários sérios, acobertamento de corrupção e outros desvios, chute nas prioridades reais para favorecer projetos eleitoreiros e, enfim, a transformação do licenciamento em mero exercício burocrático.
Esse malfeitor eleito precisa de uma curriola de funcionários para embasar seus atos, sem eles ele não é nada, nada faz. E é no seu gabinete, sigiloso, que ele tratará dos casos específicos, dos requerimentos de licença valiosos, nesta hora entrando as vezes a criação de dificuldades para vender facilidades. E aí está o ápice da perversão: quanto mais sério o julgamento técnico contrário ao projeto, mais alta será a propina cobrada pelo supremo senhor para que este encontre um caminho liberador...
Contra a situação ruim do licenciamento e sem denunciar os motivos e os responsáveis, os acusadores pedem agilização, chega de burocracia e de radicalismo! Viva o Brasil!
O político atende, simplesmente dando corda para os radicais se enrolarem (e, se possível, se enforcarem) e pedindo empenho aos carreiristas para que sustentem o atropelamento das leis e da moral públicas. A seriedade vai para o espaço, porque, como sempre, não há tempo para ficar-se discutindo falta de pessoal, de pesquisas, de equipamentos, etc, etc. A agilização do licenciamento é um termo bonito para esculhambação criminosa.
A Justiça assiste a tudo isso como sempre assistiu a tudo, os meios de comunicação permanecem na sua habitual superficialidade conveniente e os parlamentos continuam como balcão de negócios. E todos, no final das contas, mostram-se muito preocupados com o aquecimento global...
20.4.10
O Mesmo País
Belo Monte foi arrematada por um consorcio azarão, ou seja: de menor poder de fogo, ou de realização. As facilidades oferecidas pelo Executivo federal - governo Lula - serão custeados com o nosso dinheiro, na ordem de 6 bi.
Belo Monte foi licitada apesar da luta judicial, luta que buscou chamar a atenção da justiça federal para a lista de duvidas escabrosas envolvendo o projeto e o posicionamento critico dos tecnicos do IBAMA, que não podem ser simplesmente acusados de trabalhar para interesses estrangeiros, como é a acusação ao Greenpeace - chamemos a atenção para o fato de Belo Monte estar sendo feita para fornecer energia a mais um empreendimento multinacional exportador na Amazonia.
O país que aprova Belo Monte é o mesmo que aposenta a juiza que manteve uma menor de idade na mesma cela de marmanjos no Pará. O PREMIO para a juiza por ser no minimo omissa neste crime barbaro foi a aposentadoria. O MP alega que vai processa-las, mas, alguem acredita nisto? Como fica também o caso do pedreiro pedofilo e seria killer de Goiás? Os psiquiatras serão punidos?
Esse é o Brasil que repudio e esses são os brasileiros dos quais me aparto, porque brasileiro é o traficante de pau-brasil e desse tipo se espera qualquer coisa...
Belo Monte foi licitada apesar da luta judicial, luta que buscou chamar a atenção da justiça federal para a lista de duvidas escabrosas envolvendo o projeto e o posicionamento critico dos tecnicos do IBAMA, que não podem ser simplesmente acusados de trabalhar para interesses estrangeiros, como é a acusação ao Greenpeace - chamemos a atenção para o fato de Belo Monte estar sendo feita para fornecer energia a mais um empreendimento multinacional exportador na Amazonia.
O país que aprova Belo Monte é o mesmo que aposenta a juiza que manteve uma menor de idade na mesma cela de marmanjos no Pará. O PREMIO para a juiza por ser no minimo omissa neste crime barbaro foi a aposentadoria. O MP alega que vai processa-las, mas, alguem acredita nisto? Como fica também o caso do pedreiro pedofilo e seria killer de Goiás? Os psiquiatras serão punidos?
Esse é o Brasil que repudio e esses são os brasileiros dos quais me aparto, porque brasileiro é o traficante de pau-brasil e desse tipo se espera qualquer coisa...
Eleições 2010
A cada eleição cresce em mim a certeza de que somos atuns cercados por uma rede de mentiras, na borda das quais estão partidos politicos e outras empresas avidas por nos fisgar, estripar e comer.
A nossa saída - para os que querem ser povo e ter uma nação - é nos libertar do Estado, dos partidos e dessa mentalidade tacanha que nos torna dependentes deles.
A nossa saída - para os que querem ser povo e ter uma nação - é nos libertar do Estado, dos partidos e dessa mentalidade tacanha que nos torna dependentes deles.
A LÓGICA DA FAVELIZAÇÃO
Por que temos favelas? É a pergunta que muita gente faz e que não vive em favela, pergunta que revela a magnitude da alienação, principalmente quando vem de pessoas com bom nivel de instrução e experiencia de vida. Enfim, por que temos favelas?
Porque elas são imprescindiveis ao modelo de desenvolvimento. Vou ser curto:
1. para eu construir prédios, viadutos, calçadões, portos, industrias, condominios, eu preciso de ter uma multidão de pessoas dispostas a receber muito pouco e a trabalhar em condições ruins, como maquinas humanas descartaveis;
2. para eu ter faxineiros, garçons, babás, porteiros, policiais, motoristas, prostitutas e até enfermeiros e professores eu preciso pagar mal, eles ainda têm que morar perto do trabalho;
3. para eu continuar "me achando" eu preciso que meus funcionários sejam mal qualificados, mal instruidos ou alienados como eu, mas mal remunerados e vivendo em condições piores, pois eu não suporto pensar na idéia de vê-los frequentando os mesmos lugares que eu, tendo as mesmas coisas que eu, etc, etc.
Mal remunerados, mal instruidos e informados, pressionados a morar perto do trabalho se não perdem o emprego... Para completar, o setor imobiliário (cujos cabeças são da minha classe) não produz unidades dignas para essas pessoas, para a sua renda.
Logo, essas pessoas irão buscar, perto do trabalho, terrenos desprezados, ruins, perigosos, para ali montarem suas moradias. Elas não têm saída. Para piorar, seus filhos viverão abandonados, pois pais e mães terão de trabalhar, ou estarão aniquilados mentalmente pelos vicios. Todos estarão sujeitos ao choque cultural, a visão da ostentação e do desperdicio que os "patrões" sustentam para sua indignação. Qualquer ato de protesto ou solicitação será entendido como ato de subversão e tratado como tal. Acuados, estarão a mercê dos lobos vestidos de cordeiros: politicos, religiosos, ONGs, midias, etc.
Qual o resultado disso depois de gerações e gerações?
Porque elas são imprescindiveis ao modelo de desenvolvimento. Vou ser curto:
1. para eu construir prédios, viadutos, calçadões, portos, industrias, condominios, eu preciso de ter uma multidão de pessoas dispostas a receber muito pouco e a trabalhar em condições ruins, como maquinas humanas descartaveis;
2. para eu ter faxineiros, garçons, babás, porteiros, policiais, motoristas, prostitutas e até enfermeiros e professores eu preciso pagar mal, eles ainda têm que morar perto do trabalho;
3. para eu continuar "me achando" eu preciso que meus funcionários sejam mal qualificados, mal instruidos ou alienados como eu, mas mal remunerados e vivendo em condições piores, pois eu não suporto pensar na idéia de vê-los frequentando os mesmos lugares que eu, tendo as mesmas coisas que eu, etc, etc.
Mal remunerados, mal instruidos e informados, pressionados a morar perto do trabalho se não perdem o emprego... Para completar, o setor imobiliário (cujos cabeças são da minha classe) não produz unidades dignas para essas pessoas, para a sua renda.
Logo, essas pessoas irão buscar, perto do trabalho, terrenos desprezados, ruins, perigosos, para ali montarem suas moradias. Elas não têm saída. Para piorar, seus filhos viverão abandonados, pois pais e mães terão de trabalhar, ou estarão aniquilados mentalmente pelos vicios. Todos estarão sujeitos ao choque cultural, a visão da ostentação e do desperdicio que os "patrões" sustentam para sua indignação. Qualquer ato de protesto ou solicitação será entendido como ato de subversão e tratado como tal. Acuados, estarão a mercê dos lobos vestidos de cordeiros: politicos, religiosos, ONGs, midias, etc.
Qual o resultado disso depois de gerações e gerações?
9.4.10
Chuvas no Rio 2
Até agora, sexta-feira, a Rua Caruaru está quase toda tomada de 'bancos' de areia, a Rua Marechal Jofre que dá acesso a quartel dos bombeiros e a hospital particular, tem na sua entrada um grande 'banco' de areia de dificil transposição até para ônibus.
Fotos da Chuva no Grajaú
As duas primeiras fotos são da primeira hora de chuva (é o que normalmente acontece a cada toró), a chuva virou a noite, a rua permaneceu um rio por 12 horas, as tres ultimas fotos são da manhã seguinte.
6.4.10
Chuvas no Rio
Em 24 horas choveu no Rio 300 mm, batendo todos os eventos anteriores e registrados pelos órgãos oficiais - ou seja: não quer dizer que outros eventos nao tenham ocorrido no passado.
O estado acumula mais de cem mortos, prefeituras declarando estado de emergencia, orgãos publicos fechados, também os privados. Colapso nos transportes nas primeiras 12 horas. Gente virando a noite na rua a espera do transporte para voltar para casa, sem saber como estava em casa...
Politicos se defendem, opositores acusam.
O que causou isso?
1. Em 24 horas cair 300 mm de chuva numa infra-estrutura de drenagem e contenção que não está dimensionada para isso? Não há como suportar, o evento natural tem proporçoes de catástrofe mesmo.
2. A geografia do municipio do Rio é hostil a cidades com este porte e complexidade - fora a desorganizaçao. O municipio não deveria ter uma cidade com este perfil, o resultado é esse e tem gente defendendo a ampliação dela para areas também complicadas, como Vargem Grande.
3. A cidade é hostil a geografia ao menosprezar regras e leis basicas de convivencia com a realidade ambiental, por isso, mesmo nas chuvas menores, a cidade sofre.
4. não adianta culpar favelas, a ocupaçaõ irregular nas encostas não é a causa maior, ocupação irregular ocorre também na baixada. O fato de um empreendimento ou construção ter licença oficial não significa garantia de que ele é correto ambientalmente, mas não é mesmo! A cidade entrou em colapso justamente aonde ela é formal, legal: vias expressas, bairros formais, etc. As favelas sofrem com os deslizamentos, mas, em Niterói, casas de alto padrão desceram também.
5. Os politicos se justificam, defendem seus projetos e alegam, até com certa razão, que os problemas superaram os meios de prevenção e tratamento. Acontece que os politicos gestores são responsaveis pelo crescimento da cidade, pela permissão aos vetores desse crescimento, o atual prefeito tem pouca responsa nisto, o anterior a maxima.
O estado acumula mais de cem mortos, prefeituras declarando estado de emergencia, orgãos publicos fechados, também os privados. Colapso nos transportes nas primeiras 12 horas. Gente virando a noite na rua a espera do transporte para voltar para casa, sem saber como estava em casa...
Politicos se defendem, opositores acusam.
O que causou isso?
1. Em 24 horas cair 300 mm de chuva numa infra-estrutura de drenagem e contenção que não está dimensionada para isso? Não há como suportar, o evento natural tem proporçoes de catástrofe mesmo.
2. A geografia do municipio do Rio é hostil a cidades com este porte e complexidade - fora a desorganizaçao. O municipio não deveria ter uma cidade com este perfil, o resultado é esse e tem gente defendendo a ampliação dela para areas também complicadas, como Vargem Grande.
3. A cidade é hostil a geografia ao menosprezar regras e leis basicas de convivencia com a realidade ambiental, por isso, mesmo nas chuvas menores, a cidade sofre.
4. não adianta culpar favelas, a ocupaçaõ irregular nas encostas não é a causa maior, ocupação irregular ocorre também na baixada. O fato de um empreendimento ou construção ter licença oficial não significa garantia de que ele é correto ambientalmente, mas não é mesmo! A cidade entrou em colapso justamente aonde ela é formal, legal: vias expressas, bairros formais, etc. As favelas sofrem com os deslizamentos, mas, em Niterói, casas de alto padrão desceram também.
5. Os politicos se justificam, defendem seus projetos e alegam, até com certa razão, que os problemas superaram os meios de prevenção e tratamento. Acontece que os politicos gestores são responsaveis pelo crescimento da cidade, pela permissão aos vetores desse crescimento, o atual prefeito tem pouca responsa nisto, o anterior a maxima.
31.3.10
O Atraso Brasileiro
Um ano após o Brasil finalmente abolir a escravidão, que foi puro descarte de pessoas, a França inaugurava a Torre Eiffel. Naquele mesmo momento, os EUA avançavam para o oeste, movidos pela corrida do ouro, exterminando indios e tudo o que vissem pela frente e não tivesse imediato cheiro de bom negócio.
Esses EUA...
Os EUA estão preparando um mecanismo para pressionar empresas estrangeiras que mantem negócios com o Irã, uma dessas empresas é a Petrobrás, que recebeu cerca de 2 bi de um grande banco dos EUA, que tem escritorio em Teerã - será que ele também sofrerá pressões?
O presidente Lula irá em maio ao Irã, com um comitiva de mais de 60 empresários e representantes de setores empresariais, diante dessa ameaça dos EUA, o que devem estar pensando esses senhores agora?
Seria o caso do Brasil propor na ONU mecanismos para pressionar os EUA para terminar suas guerras contra o Iraque e o Afeganistão, fechar suas cadeias secretas na Europa, a base de Guantanamo e deixar o Japão livre dos mariners. Os EUA são a maior ameaça ao mundo livre e civilizado hoje, junto com Russia e China, porque qualquer nação que queira ser verdadeiramente livre será vista como ameaçadora aos planos de dominação global deles, não precisando ela nem mesmo ter programa nuclear.
A mafia norte-americana não existe, só as mafias alheias, terroristas? Só estrangeiros. Falta de liberdade? Só fora do país, porque reina liberdade de expressão nos EUA (é mesmo?), como reinou durante a gestão Bush, quando todos os grandes grupos de midia filtraram qualquer informação contraria aos planos diabolicos daquela gestão - a bem da verdade, os presidentes lá não mandam assim, existe um outro nivel de poder que a midia, parceira, não revela.
Enquanto isso, na falida e servil ONU, o escritório da ONU contra Drogas e Crime revela que o Afeganistão hoje lidera a produção de opio e de haxixe e que isso é um problema, porque os insurgentes cobram taxas sobre esse comercio, obtendo assim financiamento para a sua luta. Ou seja: não fosse uma luta contra os EUA, estaria tudo bem, como foi quando o Afeganistão lutou contra a URSS (os amigos do Rambo agora são seus inimigos...).
O presidente Lula irá em maio ao Irã, com um comitiva de mais de 60 empresários e representantes de setores empresariais, diante dessa ameaça dos EUA, o que devem estar pensando esses senhores agora?
Seria o caso do Brasil propor na ONU mecanismos para pressionar os EUA para terminar suas guerras contra o Iraque e o Afeganistão, fechar suas cadeias secretas na Europa, a base de Guantanamo e deixar o Japão livre dos mariners. Os EUA são a maior ameaça ao mundo livre e civilizado hoje, junto com Russia e China, porque qualquer nação que queira ser verdadeiramente livre será vista como ameaçadora aos planos de dominação global deles, não precisando ela nem mesmo ter programa nuclear.
A mafia norte-americana não existe, só as mafias alheias, terroristas? Só estrangeiros. Falta de liberdade? Só fora do país, porque reina liberdade de expressão nos EUA (é mesmo?), como reinou durante a gestão Bush, quando todos os grandes grupos de midia filtraram qualquer informação contraria aos planos diabolicos daquela gestão - a bem da verdade, os presidentes lá não mandam assim, existe um outro nivel de poder que a midia, parceira, não revela.
Enquanto isso, na falida e servil ONU, o escritório da ONU contra Drogas e Crime revela que o Afeganistão hoje lidera a produção de opio e de haxixe e que isso é um problema, porque os insurgentes cobram taxas sobre esse comercio, obtendo assim financiamento para a sua luta. Ou seja: não fosse uma luta contra os EUA, estaria tudo bem, como foi quando o Afeganistão lutou contra a URSS (os amigos do Rambo agora são seus inimigos...).
28.3.10
O idealista no palanque
Então subiu o idealista reformista no palanque diante da multidão convocada para mudar o Brasil diante dos fatos lamentáveis da nação, começou ele diante de umas cem mil pessoas:
- Vamos acabar com essa esculhambação!
- Apoiado! É isso aí! - gritaram alguns
- Temos que "quebrar essa gente"! - replicou.
- Vamos começar por quem? - perguntou um cidadão.
- Vamos começar pelos que dirigem drogados, seja álcool, seja droga mesmo! Vamos também pegar os que dirigem falando ao celular, ou sem carteira, ou com o veiculo em péssimas condições, afinal de contas, temos que primeiramente preservar nossas vidas... - neste momento, dos 100 mil, uns 50 mil começaram a deixar a rua, silenciosamente...
- Vamos também pegar quem cobra propina, jabá, e os que pagam, seja para escapar de blitz, seja para furar licitações, filas, etc - outros 10 mil sairam de fininho...
- Vamos pegar os que se beneficiam de aposentadorias fraudulentas, do mais zé mané ao riquinho, vamos pegar os que fraudam seguradoras, vamos pegar empresários que fraudam o fisco, os direitos trabalhistas... - mais uns 10 mil sairam, o que já serviu para revelar uma diminuição da multidão.
- Vamos pegar os que exploram a boa fé do povo! Os pastores, padres e espiritas picaretas! - gritou alguem do povo, fazendo com que outros 10 mil fossem deixando o local.
- Vamos... (olhando pros lados)... Vamos pegar os que usam de ONGs, sindicatos, partidos, para chegarem ao poder e mamarem nas tetas! - de repente, o orador idealista viu a praça esvaziar-se, enquanto os bares e lojas estavam cheios. Na frente dele estava apenas um pobre coitado, que confessou ao ser indagado que estava ali pensando que alguem estava distribuindo algo...
- Vamos acabar com essa esculhambação!
- Apoiado! É isso aí! - gritaram alguns
- Temos que "quebrar essa gente"! - replicou.
- Vamos começar por quem? - perguntou um cidadão.
- Vamos começar pelos que dirigem drogados, seja álcool, seja droga mesmo! Vamos também pegar os que dirigem falando ao celular, ou sem carteira, ou com o veiculo em péssimas condições, afinal de contas, temos que primeiramente preservar nossas vidas... - neste momento, dos 100 mil, uns 50 mil começaram a deixar a rua, silenciosamente...
- Vamos também pegar quem cobra propina, jabá, e os que pagam, seja para escapar de blitz, seja para furar licitações, filas, etc - outros 10 mil sairam de fininho...
- Vamos pegar os que se beneficiam de aposentadorias fraudulentas, do mais zé mané ao riquinho, vamos pegar os que fraudam seguradoras, vamos pegar empresários que fraudam o fisco, os direitos trabalhistas... - mais uns 10 mil sairam, o que já serviu para revelar uma diminuição da multidão.
- Vamos pegar os que exploram a boa fé do povo! Os pastores, padres e espiritas picaretas! - gritou alguem do povo, fazendo com que outros 10 mil fossem deixando o local.
- Vamos... (olhando pros lados)... Vamos pegar os que usam de ONGs, sindicatos, partidos, para chegarem ao poder e mamarem nas tetas! - de repente, o orador idealista viu a praça esvaziar-se, enquanto os bares e lojas estavam cheios. Na frente dele estava apenas um pobre coitado, que confessou ao ser indagado que estava ali pensando que alguem estava distribuindo algo...
Pra Mudar o Brasil
Um dos graves erros dos idealistas inconformados com o Brasil é acreditar que o povo é apenas vitima e que as elites são apenas malfeitoras, ou que todos somos vitimas e os politicos uma especie do mal.
De onde vêm os politicos? De Marte? Olhe para as ruas e me diga se o povo é realmente apenas vitima e analise os ricos que ajudam programas sociais, ambientais, que aplicam modelos corretos de trabalho e gestão em suas empresas, me diga se eles sao fdp também.
Alimentar a divisão de classes e o ódio racial é parte de uma ideologia que visa destruir o sistema para implantar outro pior.
Existem boas pessoas ricas e pobres, e más pessoas ricas e pobres. A verdade pode ser encontrada numa igreja, ou numa mesquita, ou numa sinagoga ou no terreiro.
Para mudar o Brasil é preciso primeiro desvencilhar-se do anzol de direita e do anzol de esquerda; é preciso ver a realidade humana, que está acima das formas de ver a humanidade que a direita ou a esquerda têm. É preciso pegar Deus que criou todos pelo braço e deixar no canto os "Deus" dos fanáticos.
Não existe politico corrupto sem colaboradores assim como não existe elite ruim sem povo parceiro, líder malfeitor sem um exército de fiéis.
Há uma parcela expressiva da sociedade que age e vive como gado sim, é a natureza humana! Negar isso, porque é duro demais para um coração idealista, é a suprema tolice, porque o gado não está nem aí se vc concorda ou não.
Vivem como gado pobres e ricos e não apenas os pobres.
A realidade é essa: apenas uns poucos têm coragem de reconhecer a realidade e se ajustar a ela, para manter as coisas ou para revolucioná-las.
Então, nao cometa o erro de morder o anzol e servir de peão de jogo politico ideológico, que irá dar boa vida para uma galera que já está anos luz a sua frente.
De onde vêm os politicos? De Marte? Olhe para as ruas e me diga se o povo é realmente apenas vitima e analise os ricos que ajudam programas sociais, ambientais, que aplicam modelos corretos de trabalho e gestão em suas empresas, me diga se eles sao fdp também.
Alimentar a divisão de classes e o ódio racial é parte de uma ideologia que visa destruir o sistema para implantar outro pior.
Existem boas pessoas ricas e pobres, e más pessoas ricas e pobres. A verdade pode ser encontrada numa igreja, ou numa mesquita, ou numa sinagoga ou no terreiro.
Para mudar o Brasil é preciso primeiro desvencilhar-se do anzol de direita e do anzol de esquerda; é preciso ver a realidade humana, que está acima das formas de ver a humanidade que a direita ou a esquerda têm. É preciso pegar Deus que criou todos pelo braço e deixar no canto os "Deus" dos fanáticos.
Não existe politico corrupto sem colaboradores assim como não existe elite ruim sem povo parceiro, líder malfeitor sem um exército de fiéis.
Há uma parcela expressiva da sociedade que age e vive como gado sim, é a natureza humana! Negar isso, porque é duro demais para um coração idealista, é a suprema tolice, porque o gado não está nem aí se vc concorda ou não.
Vivem como gado pobres e ricos e não apenas os pobres.
A realidade é essa: apenas uns poucos têm coragem de reconhecer a realidade e se ajustar a ela, para manter as coisas ou para revolucioná-las.
Então, nao cometa o erro de morder o anzol e servir de peão de jogo politico ideológico, que irá dar boa vida para uma galera que já está anos luz a sua frente.
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